Uma garota que entrou para a história: Anne Frank

    Publicado por:  Rosani Machado

A professora Jaqueline Christiani Wronski Maia, aproveitou o gênero textual notícia para explorar a vida de Anne Frank, que já havia sido trabalhado um pouco no planejamento de História do 1º trimestre, com os alunos do 4º ano.

O trabalho se desenrolou a partir da leitura da notícia “HQ brasileira é uma adaptação do clássico O diário de Anne Frank”, onde alguns questionamentos foram realizados pela professora.

 A partir daí, várias ferramentas foram apresentadas aos alunos para exploração e ampliação do assunto:

  • Vídeo explicativo com o resumo da história de Anne Frank;
  • Exploração do site oficial sobre Anne Frank (a mais completa e atualizada fonte de informação com fotos históricas e filmes exclusivos), utilizando o Laboratório de Informática;
  • Vídeos no youtube sobre a Casa de Anne Frank, resumo animado da vida dela e tour legendado sobre o anexo secreto;
  • Explicação e debate sobre o que é um diário;
  • Leitura, pela professora, de alguns trechos da História em quadrinhos citada na notícia;
  • Filme "Minha querida Anne Frank";
  • Leitura da notícia 'Fui salva pela indiferença', diz amiga de Anne Frank que viveu o holocausto;
  • Vídeo sobre Nanette, amiga de infância de Anne Frank, que conta sobre sua estadia no Campo de Concentração;

Na biblioteca da escola Zilda Arns, o único exemplar disponível do livro da biografia de Anne Frank, de Josephine Poole, foi muito disputado para empréstimo pelos estudantes da turma.

Após todo contato com os diversos materiais sobre o assunto, os estudantes realizaram uma atividade em casa, que consistia em criar um cartaz, ilustrando com desenhos ou figuras, uma frase ou trecho do Diário de Anne Frank, e também escrever uma mensagem sobre o que aprendeu com os relatos de Anne Frank. Os trabalhos foram colocados em exposição no mural da escola.

Os estudantes gostaram bastante de conhecer um pouco mais sobre a história desta menina tão corajosa.

Mas quem foi Anne Frank?

Ela tinha apenas 13 anos e, de repente, viu sua existência sofrer uma transformação radical. Subitamente Anne estava vivendo com sua família e outros judeus, companheiros da mesma sina, ocultos em Amsterdam, na Holanda, na época em que este país foi invadido pelos nazistas alemães.

Diário de Anne Frank foi composto pela então adolescente Anne Frank, no período que se estende de 1942 a 1º de agosto de 1944. Este poderia ser um diário escrito por qualquer garota de 13 anos, nos tempos atuais, com todas as inquietudes e preocupações de uma jovem, se ela não estivesse vivendo justamente em um dos contextos mais difíceis da história da Humanidade, a Segunda Guerra Mundial.

Em palavras singelas e de fácil entendimento, a garota narra a rotina desta pequena comunidade durante o período em que seus integrantes permaneceram refugiados no porão do gabinete em que seu pai trabalhara, para onde o grupo se dirige ao tomar conhecimento do destino que lhes estaria reservado se fossem capturados pelas forças da Alemanha.

Neste recanto abrigam-se a família de Anne – a adolescente, os pais e a irmã -, e a do Senhor Van Daan – ele, a esposa e o filho Peter, que se torna o melhor amigo da garota, e por quem ela se encanta cada vez mais. A autora deste diário registra a vivência destas pessoas sob a ameaça constante da morte e sua visão pessoal sobre este terrível confronto bélico.

Anne tem a ideia de escrever um diário que pudesse realmente ser publicado após ouvir uma transmissão radiofônica que incentivava as pessoas a documentar os eventos ligados à guerra, pois este material teria, futuramente, um alto significado. Ela inscreve em seus escritos tudo o que se passa no cotidiano dos fugitivos, inclusive sua notória predileção pelo pai, que considerava amoroso e nobre, ao contrário da mãe, com quem a menina estava sempre em confronto.

Depois de tempos difíceis, oficiais da Gestapo descobrem o esconderijo, em 4 de agosto de 1944, prendem os refugiados e os conduzem para diversos campos de concentração. Neste mesmo dia o pai, Otto Heinrich Frank, recebe o diário da filha e, como é o único remanescente do período transcorrido como prisioneiro, luta pela publicação de seus textos, realizando finalmente o sonho de Anne. Com o auxílio da escritora Mirjam Pressler, ele alcança o seu objetivo e lança o diário em 1947.

Na primeira versão muitos trechos foram censurados pelo próprio pai, que tinha consciência do quanto seria controvertido, nesta época, divulgar os conflitos entre mãe e filha, bem como revelar aspectos da sexualidade emergente de Anne. Em edição posterior, o diário foi publicado integralmente.

Anne morreu em pleno campo de concentração, em Bergen-Belsen, em fins de fevereiro de 1945. O Diário original está preservado no Instituto Holandês para a Documentação da Guerra. Os direitos autorais da obra de Anne estão reservados ao Fundo Anne Frank, localizado na Suíça, uma vez que Otto Frank faleceu em 1980.

Quer saber mais? Visite os sites:

http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2017/01/20/hq-brasileira-e-uma-adaptacao-do-classico-o-diario-de-anne-frank/

http://www.annefrank.org/pt/Anne-Frank/O-resumo-da-historia/

http://www.annefrank.org/pt/

http://you-tube.one/watch/QF92TXo5SHpZUkg0/casa-de-anne-frank-em-amsterd.html

http://you-tube.one/watch/QEJQV3J2bWd0T3Yw/resumo-animado-da-vida-de-anne-frank.html

https://www.youtube.com/watch?v=jHbUMEwSCw0

http://o-diario-de-annefrank.tumblr.com/historia

https://www.youtube.com/watch?v=XIpQqExBl2s

Autor: Prof. Leonel Moro, EM | Fonte: Professora Jaqueline Christiani Wronski Maia