REENCONTRAR E ACOLHER: BEM-VINDOS!

    Publicado por:  Alessandra Maria Vassoler Marques

Se pesquisarmos o significado da palavra ACOLHER, vamos encontrar as definições: oferecer ou obter refúgio, proteção ou conforto físico; abrigar(-se), amparar(-se); dar ou receber hospitalidade; hospedar(-se), alojar(-se). E pensando neste verbo-ação, considerando o retorno das crianças, familiares e professores ao CMEI, após a pausa do recesso em casa, deve haver um modo especial de praticar o acolhimento que protege e abriga, sem aprisionar. 

Neste sentido, os familiares receberam um convite para retornar à unidade nesta manhã com seus filhos, dedicando um tempo maior para conviver com eles. O ambiente foi organizado para receber a todos e favoreceu as interações, brincadeiras e também a partilha do lanchinho da manhã que aqueceu e aproximou crianças e adultos nas relações de afeto.

Que bom habitar os espaços com as vozes e barulhinhos da infância, trazendo de volta sua vida e histórias para seguir juntos na construção da aprendizagem e de memórias significativas. Nos diálogos, pudemos ouvir, ver e sentir os olhares, sorrisos e vozes que revelavam a saudade e a satisfação de estar juntinho de novo. “Oi, bom dia! ; Minha profe! ; Meu amigo já chegou! ; O que é isso, olha que legal!” Mesmo que o estranhamento, emoções e desconforto natural que algumas crianças sentem, estando com a família presente, foi mais tranquilo dar um tchau e despedir-se para passar o dia no CMEI, até o retorno para casa. Teve cabelo de folhas, partidas animadas de jogos, cozinha funcionando a todo vapor em misturas e sabores, descanso no tapete, leituras e contos, bate-papo animado, com a expressão, exploração,  brincadeira, convivência e participação que são de direito, diariamente!

Acolhimento requer planejamento e presença, o que no CMEI, consideramos atitudes permanentes, para além desse tempo de retorno, com presença no dia a dia, exercitando uma pedagogia da escuta e recolhendo os sinais que as crianças nos dão para os melhores caminhos a serem trilhados em companhia.

 

“Há tanta vida nos eventos ocorridos, tantas relações que se desenvolvem, tantas aprendizagens escondidas, que devemos nos perguntar se não seria possível inverter o sentido do termo ensinar (isto é, “deixar um sinal”) e afirmar que são as crianças que deixam sinais importantes nos adultos.”(Diário do Acolhimento - Gianfranco Staccioli)

 

Texto: pedagoga Andréa Binhara - Imagens: equipe do CMEI Vila Lindóia

Autor: Texto: pedagoga Andréa Binhara | Fonte: Imagens: equipe do CMEI Vila Lindóia