Rede Municipal de Bibliotecas Escolares recebe 21 mil novos livros

    Publicado por:  Paulo Henrique Machado

Novos livros de literatura infantojuvenil começam a ser distribuídos nas escolas municipais de Curitiba a partir desta terça-feira (17/05). São 21.832 exemplares para reforçar o acervo das Bibliotecas Escolares e dos Faróis do Saber e intensificar as atividades de incentivo à leitura e formação de novos leitores. Uma cerimônia para a entrega simbólica foi realizada na tarde de segunda-feira (16/05), na Escola Municipal João Amazonas, no Campo de Santana, com a participação de diretoras representantes de escolas dos dez núcleos regionais.

O investimento na compra nos novos livros foi de R$ 450 mil e garantiu kits com aproximadamente 80 títulos variados para cada uma das 194 unidades que compõem a Rede Municipal de Bibliotecas Escolares (RMBE). “É muito gostoso quando a gente chega na biblioteca e encontra as prateleiras cheias de livros com aquele cheirinho de novo. Fica ainda mais gostoso de ler”, disse o estudante Gustavo Henrique Souza Simite, de 10 anos. A leitura é uma das atividades que Gustavo mais gosta de fazer na escola. “Gosto muito da série 'Diário de um Banana', de Jeff Kinney, e estou feliz porque agora a biblioteca recebeu a série completa”, comemorou o estudante.

A diretora Susana Cristina de Mello Schuhli e as agentes de leitura da escola Maria Cecília Kuzmann e Joseli Tomas Krause também comemoraram a chegada dos novos livros. “É uma honra poder apresentar à comunidade parte do trabalho de prática de leitura que temos desenvolvido na escola a partir do encaminhamento da Secretaria Municipal da Educação”, disse Susana.

Os livros serão usados para empréstimos e para as práticas de leitura que acontecem diariamente em todas as escolas da rede municipal. O estímulo à leitura é um dos principais encaminhamentos pedagógicos da rede municipal de ensino neste ano, de acordo com a secretária municipal da Educação, Roberlayne Borges Roballo. “Este trabalho deve ser articulado entre as professoras, pedagogas e agentes de leitura e o objetivo é enriquecer o repertório das crianças e estudantes, formar o leitor e garantir as habilidades necessárias para que façam diferentes tipos de leituras, em diversos suportes textuais, com interpretações que contribuam para a reflexão, capacidade argumentativa e reflitam positivamente no desempenho escolar e na cidadania”, disse Roberlayne.

Além das unidades da rede de bibliotecas escolares os livros, os exemplares também vão reforçar os acervos dos hospitais Pequeno Príncipe, Erasto Gaertner, Hospital de Clínicas e APACN. que desenvolvem, em parceria com a Secretaria Municipal da Educação, o Programa de Escolarização Hospitalar para o atendimento escolar das crianças hospitalizadas.

A RMBE pretende oferecer aos estudantes e à comunidade em geral, o contato com a diversidade de suportes textuais, que incentivem e oportunizem a leitura contribuindo na reflexão, na capacidade argumentativa, no desempenho escolar e no exercício da cidadania. De acordo com o gerente de Bibliotecas e Faróis do Saber, Paulo Henrique Machado, "a leitura é uma atividade que envolve o leitor num jogo de descobertas e redescobertas de sentidos e ajuda-o a compreender a si próprio, as culturas e o mundo em que vive. A exploração de textos sob diferentes enfoques proporcionará aos estudantes oportunidades de experimentar outros modos de ler e desenvolver estratégias diversificadas de leitura."

 

Momentos culturais

Na Escola Municipal João Amazonas, a biblioteca Bia de Luna é um espaço bastante valorizado pelos 882 estudantes atendidos nos turnos da manhã e tarde. Para complementar as atividades de sala de aula, as agentes de leitura promovem projetos como momentos culturais, rodas de leitura, gincana para arrecadação de gibis e a Sacola Itinerante de Leitura, em que os estudantes levam os livros para casa para serem compartilhados em família. “É uma atividade gostosa e que incentiva os pais a lerem para e com os filhos. Eu gosto muito de acompanhar a vida escolar no meu filho e as atividades da biblioteca incentiva isso ainda mais”, disse a dona de casa Maricleia Nunes, mãe do aluno Alan Thiago Nunes de Oliveira, de 7 anos.

Na bilbioteca, as estantes dividem espaço com almofadas coloridas, que dão conforto às atividades dos estudantes, além de bonecos de pano produzidos por uma mãe de estudante para reproduzir personagens de histórias que foram trabalhados em atividades pedagógicas com as crianças. Reproduções de cenários das histórias também são frequentes no espaço e em outros ambientes da escola.

As estratégias para incentivar a prática já rendem bons resultados. Uma antessala precisou ser organizada na entrada da biblioteca para abrigar dezenas de leitores que durante o recreio escolhem a leitura como atividade de lazer. Os projetos desenvolvidos na escola são exemplos que acontecem na rede de bibliotecas escolares a partir de outro investimento feito pela Secretaria Municipal da Educação, o de formação profissional dos agentes de leitura promovido pela Superintendência Educacional e Departamento de Tecnologia e Difusão Educacional.

A formação apresenta os princípios norteadores para o trabalho com leitura nas escolas, promove a sistematização do trabalho pedagógico nas bibliotecas escolares e alinha as estratégias a serem desenvolvidas junto aos Parâmetros Indicadores de Qualidade de Leitura.  A formação iniciou em março, segue até dezembro com a participação de 490 agentes de leitura.

Autor: Bibliotecas e Faróis | Fonte: Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba