Rede de proteção desta vez lançou sua teia sobre as mulheres

    Publicado por:  Caroline Kupczki Krezko

 

Hoje as/os integrantes da Rede de Proteção do Pinheirinho receberam capacitação de forma que todos os equipamentos conheçam os caminhos de prevenção e intervenção para evitar que mulheres sejam vítimas de violência e ou romper ciclos de violência.

Entendemos que, é mais importante do que noticiar sobre crimes de feminicídios é criar uma Rede de Proteção, acolhendo as mulheres que estejam vivendo situações de violência doméstica ou outras violências pela condição de ser mulher, para que sintam segurança em denunciar; mostrando que há caminhos para que ela deixe de ser vítima e alertar para que identifiquem as situações em que estando sendo vitimizadas e assim rompam o ciclo de violência antes que seja tarde.

A Gleri Mangger da Casa da Mulher Brasileira divulgou as políticas públicas voltadas a mulheres e abordou a Lei Maria da Penha e outras Leis existentes com objetivo de proteção da mulher. Falou ainda dos tipos de violências, em que muitas mulheres sofrem e alguns caso, conseqüências da educação de uma cultura machista, em que elas não entendem como violência situações abusivas que são vítimas, principalmente pelo companheiro, que está presente em todas as classes sociais.

A delegada Márcia Marcondes, coordenadora das Delegacias do Paraná, descreveu o perfil do agressor, suas estratégias maléficas para manter a mulher sob o seu domínio. Entre essas estratégias, semelhante de guerra, está o isolamento da mulher dos familiares, amigos, além da dependência financeira. Ela relata o compartilhamento que inicia na fase da promessa do amor eterno (namoro, casamento), criando uma dependência total na mulher, que ao se tornar vítima tem muita dificuldade de pedir socorro e se desvencilhar deste agressor.

Ressaltou a importância da Rede de Proteção para ser o suporte e tirar essa mulher do isolamento e da violência sofrida. Cita uma campanha que ela relatou de forma incerta, que deveria ser canadense. A sensibilização diz que “na briga de marido e mulher deve-se meter a colher”. Ela tem a seguinte linha: - Ao observar uma mulher sofrendo violência se você se omite, estará ajudando o agressor e se interfere estará ajudando a vítima, a campanha termina dizendo, “escolha o lado”.

O representante da guarda, Zehilton fala da Medida Protetiva e suas formas; a eficiência da Lei da Maria da Penha, a 3ª melhor Lei existente e relata os bons resultados alcançados pela guarda municipal na proteção e intervenção para interromper, evitar que as mulheres sejam vítimas de violência.

A Rede de Proteção, que é formada pelos diversos equipamentos e serviços do município com certeza escolheu, enredar, estar ao lado das vítimas. E mais que isso, escolheu estar atenta para que mulheres não sejam vítimas. Não só a Rede, mas toda a sociedade deve estar atenta e escolher o lado da mulher.

Vizinho, vizinha, professora, colega de trabalho... Em caso de situações de violência contra a mulher, criança, independente da pessoa, disque 153 (guarda Municipal) 180 (disque denúncia) 190 (Policia Militar), 156 (prefeitura de Curitiba).

Bata na porta, peça açúcar emprestado, interrompa a violência. Não se omita, escolha o lado...

 

Autor: Dr. Eraldo Kuster, CMEI | Fonte: Ivete Bussolo
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