Quando nos abrimos ao diferente, tornamos-nos Iguais em humanidade!

    Publicado por:  Caroline Kupczki Krezko

QUANDO NOS ABRIMOS AO DIFERENTE,

 TORNAMOS-NOS IGUAIS EM HUMANIDADE!

 

O CMEI Dr. Eraldo Kuster é povoado por um universo de peculiaridades e particularidades que engrandecem  todos/as que transitam o ambiente.

O espaço educativo é o lugar do encontro da diversidade; das culturas, o encontro da inclusão.

Quanto mais falamos e nos aprofundamos sobre as realidades, mais conhecemos e quanto mais conhecemos mais nos apaixonamos por este universo diverso.

As professoras e as famílias, as crianças são todas protagonistas.

No mês de março (21/03) Conscientização sobre a Síndrome de Down. Em Abril (02/04) Conscientização do Autismo. Virão ainda, setembro (26/09) dia do Deficiente Auditivo e outubro (20/10) dia de Conscientização da Paralisia cerebral.

Ao abrimos as portas as famílias com elas vêm suas histórias.
E, que histórias; em que tão grande quanto à luta, são as vitórias.
A beleza da educação é fato de que todos os dias, aprendemos mais do que ensinamos.

No dia de Conscientização do Autismo, aprendermos com a mamãe Lilian Marcacini, que trouxe um pouquinho da história do seu e nosso Anjo Azul, o Pedro que vê o mundo de um jeito diferente, aprende do seu jeito e no tempo dele.
Quanto mais sabemos sobre o Pedro, a Katherine, a Laura, o Enzo, o Lucas, o Raphael e sobre suas famílias, mais nos encantamos com suas histórias. 
A conscientização, a busca de entender os seres humanos, com suas especificidades é o melhor caminho para que cada pessoa tenha o seu espaço e individualidade respeitada. 
Nós enquanto Instituição de Educação temos o papel de criar mecanismos, acolher todos os dias o Pedro com seu “mundo azul”. A dócil Katherine, e a exigente Laura, ambas com características comuns (sem deficiências). No entanto, são mais silenciosas, devido aos pais terem Deficiência Auditiva; Acolher o Enzo que adora comer e explorar todos os ambientes do CMEI; o simpático Lucas, que já aos 2 anos de idade realiza o controle dos esfíncteres. Estes Têm Síndrome de Down; O Pedro com Transtorno do Espectro Autista, seletivo na alimentação. Não perde uma oportunidade, para explorar os espaços do CMEI; O Rafhael que com Paralisia Cerebral, ora chega com sorriso largo, abrindo a boca inteira para sorrir e ora apresenta certo desconforto e precisa de nos braços da professora e passear pelo CMEI para sentir-se bem; o Rubens, o Snyley, o Steven, o Marvens, a Kerlinda, o Jerry de etnia haitiana, o Thiago, com pais peruanos.  Crianças que no jeito de ser trazem culturas bem diversa, mas que as demais crianças os acolhem com carinho e cuidados. É interessante observar a inclusão realizada pelas crianças. Elas têm olhar e gestos diferenciados sobre as crianças com deficiências e as crianças de outras etnias. Elas automaticamente acolhem e protegem as mesmas. E nesse caso aprendemos muito com as crianças. É a escola da vida!

A nós importa todos os dias criar mecanismos, acolher com carinho e amor, todas as crianças dentro de suas especificidades. Acolher as famílias, que às vezes a comunicação nos desafia, especialmente as famílias com deficiência auditivas e aquelas que o idioma, os costumes são bem diferentes dos nossos e as famílias que muitas vezes não têm o mesmo entendimento que nós, quanto aos currículos e encaminhamentos.

Sendo assim o que cabe dentro do CMEI Dr. Eraldo Kuster?

Cabe, a equidade. A abertura as especificidades dos diferentes para tornar iguais nos direitos, que nem sempre serão os mesmo. E cabe dentro do CMEI todas as características das pessoas que ali estão.

É nesse e ajuntamento de todos esses mundos que escrevemos a história do CMEI Dr. Eraldo Kuster!

 

Ivete Bussolo

Autor: Dr. Eraldo Kuster, CMEI | Fonte: Ivete Bussolo
00132043.jpg
Humanidade.
1/3