Práticas referentes ao corpo da mulher na Ásia: Cultura ou Violência?

    Publicado por:  Patricia da Rosa Molina Treufeldt

Hoje na Página do CAIC BN vamos mostrar o trabalho que a professora de Geografia Dione da Costa Rodeiro  Wojcik desenvolveu com os estudantes dos 9ºs anos  A,B,C e D.

Este trabalho insere-se na perspectiva dos Direitos Humanos, na medida em que abordou a violência contra a mulher em culturas de diferentes lugares do continente asiático. A ideia da professora Dione era mostrar que existem outras formas de violência contra a mulher, além da que os estudantes normalmente conhecem e muitas vezes vivenciam dentro de casa.

O ponto de partida foi um texto do livro didático de Geografia ( Expedições Geográficas dos 9ºs anos/ Melhem e Sergio Adas ). O texto além de conceituar esse tipo de violência, apontava práticas violentas contra a mulher, além das já conhecidas pelos estudantes. Esse foi o mote pra início do trabalho, onde na sequência a professora trabalhou com textos informativos, jornalísticos , sites da web, vídeos e ilustrações que mostram práticas como a mutilação genital na Indonésia, os pés de lótus na China e mulheres pescoço de girafa na Tailândia.

A professora Dione fez um paralelo com as modificações corporais realizadas pelos próprios estudantes em nome da beleza e do pertencimento a um grupo como tatuagens e piercings.  Na China até início do século XX, era usual a prática dos “Pés de Lótus”, onde os pés de meninas eram amarrados até ficarem no formato de uma pétala de lótus destaca a professora. A prática brutal aos nossos olhos era vista como quisito essencial ao casamento e a beleza.Saiba mais aqui

Mulheres pescoço de girafa também foram vistas na perspectiva da beleza através da modificação corporal. A tribo Padaung, na Tailândia acreditava que o centro da alma ficava no pescoço, quanto mais comprido, maior a beleza da mulher. Confira o texto trabalhado pela professora aqui

A mutilação genital, condenada pela ONU, ainda acontece em   lugares (em muitos países africanos inclusive), especialmente na Indonésia onde é um ritual obrigatório, pois as meninas que não passam por essa prática são consideradas prostitutas ,não casam e acabam sendo mal vistas por essa sociedade. A professora aponta que mesmo quando as pessoas (muçulmanas, embora a professora destque que o Alcorão não prevê tal prática contra a mulher)  desse lugar migram acabam por levar a prática para os países para onde vão, mesmo sendo a mutilação genital considerada ilegal na Europa. A professora abordou com os estudantes as conseqüências dessa prática para as mulheres como dor constante, infertilidade, complicações no parto e dor ao urinar, constituindo uma violação aos direitos humanos condenada pela OMS: Organização Mundial de Saúde.

Esse trabalho de pontuar essas práticas abusivas contra as mulheres em outras culturas do mundo continuará nas turmas dos 9ºs anos, inclusive a professora Dione fará um experimento na hora do recreio. Vamos aguardar...

Para a diretora do CAIC Eliane Benini, "o trabalho da professora Dione possibilitou aos estudantes conhecerem que mesmo nos tempos atuais com tantos avanços sociais e tecnológicos existem culturas onde a mulher é vitimizada e embora essas práticas nos pareçam chocantes, elas são ententidas como normais para as mesmas".

Parabéns professora Dione e estudantes dos 9ºs anos do CAIC!

Acompanhamento pedagoga Vera Lúcia Martins.

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Autor: Patricia Molina Treufeldt. | Fonte: Dione Wojcik
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