Observação no entorno do CMEI

    Publicado por:  Carla Hoffmann Dias

Tudo começou a partir de uma integração com o pré da escola Francisco Frischmann até a praça Cícero Portes. As crianças observaram que uma bola do CMEI estava boiando no rio e que havia muito lixo pelo caminho, do rio e até no parquinho da praça. A partir das observações das crianças, trouxemos o livro: Meu mundinho – Vamos abraçar o mundinho – Ingrid Biesemeyer Bellinghausen.

A partir desse livro, as crianças perguntaram por que as pessoas não jogam o lixo na lixeira. O livro mostra a importância de cuidarmos bem do nosso mundo, partindo isso de nós mesmos e que as pequenas coisas se tornam muito importantes, como separar o lixo reciclável de forma correta, preservar o meio ambiente e cuidar do nosso meio. Então, resolvemos marcar uma visita ao entorno do nosso CMEI para observar mais atentamente esse problema com o lixo.

Ela foi realizada no dia 27 de agosto, com a participação das representantes das representantes do Linhas do Conhecimento, do Núcleo Regional de Educação do Pinheirinho.

A primeira observação foi no Ribeirão dos Padilhas,  que passa atrás do nosso CMEI. Lá as crianças ficaram impressionadas com a quantidade de lixo jogado dentro e em volta dele.

-“Professora, olha lá, jogaram pacote de bolacha ali... olha!” Enzo

- “Que água mais suja desse rio.” Mariana

- “Olha lá! A água saindo daquele negócio lá... um monte de mato caído.” Alexandre (Observação da água saindo do esgoto e o mato na saída)

- “Olha, tem uns restos de comida em volta da plantinha aqui... até ovo cozido.” Hillary

Passando pelo Armazém da Família, encontramos a horta, que é do próprio armazém. Lá as crianças observaram a alface, couve, cheiro verde e também cebolinha. Mais a frente, a diretora Tânia encontrou uma árvore de amorinha e as crianças curiosas pediram para que ela as deixasse sentir o aroma.

Seguindo nossa caminhada, passamos pela casa de algumas crianças: do Marcelo, da avó da Mariana e do Murillo. Observaram lixo na rua, como restos de construção, sacolas de lixo abertas, bitucas de cigarro; mas, quando chegamos na ponte para atravessar o rio, todas as crianças ficaram ainda mais impressionadas com a quantidade de lixo lá, muitas se perguntando quem tinha feito aquilo, que era muito feio o que as pessoas estavam fazendo, que o rio estava com a sua água escura e o cheiro estava desagradável.

Chegando na praça Cícero Portes, o aluno Pietro encontrou um lixeiro para colocar uma embalagem que estava no chão. Esse lixeiro era doméstico e provavelmente foi colocado pela própria comunidade que frequenta o parquinho e não tem aonde jogar o lixo.

Brincamos e exploramos o espaço e lá encontramos árvores de diferentes tipos: amoreira (as crianças se deliciaram), pitangueira, mangueira e de framboesa silvestre; só que embaixo delas, infelizmente havia um pouco de lixo também.

Em roda de conversa logo após a visita, as crianças relataram o que as deixaram mais impressionadas e também realizaram registro do passeio. As falas que mais surgiram foi sobre o descaso com o rio e o que podemos fazer para que isso seja resolvido. Um desses relatos foi um vídeo que a mãe do Antônio gravou dele dizendo que não podemos jogar lixo por aí! O Pedro Henrique deu a ideia de fazermos um papel com fotos de como está a situação da nossa comunidade e o Enzo disse para colocarmos placas proibindo que joguem lixo no rio e nas ruas.

O jogo “Separando o Lixo”, o qual as crianças deveriam colocar as fichas dos lixos em seus devidos lugares, os separando corretamente, foi bastante apreciado pelas crianças. Separamos a turma em grupos e em duplas realizavam o desafio. Puderam perceber que cada tipo de lixo tem seu lugar correto para ser eliminado.

O folder informativo, que foi ideia do Pedro Henrique, será distribuído para a comunidade e para os próprios pais.

 

Autor: Moradias Gramados, CMEI | Fonte: PROFESSORAS: Ana Lúcia, Franciele e Jady
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Visita ao entorno - pré
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