O Pré Único foi à Casa Verde

    Publicado por:  Caroline Kupczki Krezko

 

“A criança é um ser da natureza”. Um estudo da Universidade de British Columbia, diz que quanto mais tempo a criança fica em um ambiente verde, natural, maior a possibilidade dela na vida adulta proteger o meio ambiente.

 A ideia não é preparar a criança para o futuro e sim dar possibilidades a ela crescer nesse ambiente natural, integrada a sua natureza (essência) e cuidar do planeta por sentir-se parte dele.

Foi assim que as crianças passaram o ano todo, olhando, pesquisando, brincando integrada aos ambientes externos, aos redores do CMEI, nas salas de referência. Descobrindo o que a natureza nos oferece e sendo parte desse ambiente e com ações de cuidado e defesa do Desenvolvimento Sustentável.

O pré único antenado aos cuidados com a natureza, acompanhados pelas professoras e equipe pedagógica administrativa seguiram a uma aula campo na Casa Verde.

Quando o ônibus foi se aproximando o Davi já disse, chegamos e eu perguntei como você sabe que chegamos? Ele respondeu, a casa é verde.  Diante do óbvio, até fiquei imaginando o que passou na cabeçinha dele ao me responder...

Estava caindo uma garoa fina. Os monitores que iriam nos acompanhar,  a Thais e o Elvis entraram no ônibus perguntando se iríamos querer percorrer a trilha da Reserva Volvo Ambiental.

Conscientizaram, que caso aumentasse a chuva, quando estivéssemos no meio do caminho, teríamos que seguir adiante e enfrentar a chuva.

Olhamos as crianças entusiasmadas para a Aula Campo; todas bem agasalhadas, a maioria com blusas de capuz; os olhares e falinhas de quem estava a fim de uma super aventura, ainda que fossem surpreendidas no meio caminho por alguma intempérie, resolvemos correr o risco.

Sabíamos que não iria chover forte; estamos acostumados/as a esse clima curitibano de garoa e também como a mata era formada por árvores altas, a vegetação iria nos proteger da garoa. Ainda bem que nos arriscamos.

Ao entrarmos pelo portão secreto; sim um portão secreto, foi o que disse a bióloga Thais, que nos acompanhou nas trilhas da floresta e na Casa Verde. As crianças, já entraram no clima de mistério e exploração daquele ambiente tão propício a descobertas.

A Thais com sua incrível capacidade nos levou ao encantamento pela forma lúdica, habilidade didática; com propriedade foi nos integrando aquele ambiente e nos fazendo ver à importância do cuidado e do respeito aquele lugar. Podíamos ver tocar, mas sem interferir, deixando tudo como estava. As crianças curiosas foram perguntando, mostrando as flores, a pinha, o pinhão, a roupinha da cigarra, o canto dos pássaros, os animais, insetos, as árvores de antigas, as novas, as altas as baixas, a vegetação rasteira. Foram momentos de muitas conversas e exploração. A Thais e o Elvis sem pressa percorreram conosco as trilhas encantadoras nos contando tudo sobre os grandes segredos e mistérios daquela mata.  

Depois fomos à Casa Verde; uma pausa para um lanche então, fomos ver os animais empalhados; assistimos alguns vídeos sobre aquele lugar e terminamos na sala, onde segundo a Thais estavam as suas filhas. As minhocas. As crianças que quiseram a bióloga  colocou na palma da manzinha uma minhoca. A maioria estendeu a manzinha e deixou a minhoca andar na palma da mão. Tudo bem que algumas faziam uma carinha de arrepio, outras se arrepiavam, só de olhar e não estenderam a manzinha. Nem eu estendi...

Então foi hora de voltar. Uma corridinha até o ônibus para fugir da garoa e partimos levando nas mentes e nas conversas as incríveis experiências vividas.

Autor: Dr. Eraldo Kuster, CMEI | Fonte: Ivete Bussolo
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