O Jardim de Mel Trouxe uma Nova Ordem ao CMEI Dr. Eraldo Kuster

    Publicado por:  Caroline Kupczki Krezko

O Jardim de Mel Trouxe uma Nova Ordem ao CMEI Dr. Eraldo Kuster

“Só o amor é capaz de criar nas sociedades humanas a ordem que o instinto estabeleceu há milhares de anos no mundo das formigas e das abelhas.” (Aléxis Carrel)

O CMEI Dr. Eraldo Kuster foi contagiado pela ordem estabelecidas pelas abelhas e foram as crianças as principais promotoras dessa ordem. Elas se apaixonaram pelas abelhas e todas foram atraídas pelas benfeitoras sem ferrão. Até as crianças do Berçário II sabem sobre elas, como disse a Iris (dois anos) apontando para o Jardim de Mel, quando a mãe veio busca-la - ó ?belha’, mamãe. E nós adultos/as cada vez mais apaixonados/as pelas crianças e pelas abelhas. A professora Viviane disse que se curou da depressão por causa das abelhas.

O CMEI Dr. Eraldo Kuster em parceria com o Projeto Linhas do Conhecimento recebeu do prefeito Rafael Greca uma caixa de abelhas Mirins, o nosso Jardim de Mel. A inauguração aconteceu nesta sexta-feira dia 1º de novembro com a presença do Felipe Thiago de Jesus, responsável pelo Projeto Jardim de Mel; a presença da Equipe do Núcleo Regional e das gestoras dos CMEIs do Pinheirinho e das famílias do CMEI.

O fascínio expressado no rosto das crianças quando o Felipe abriu a caixa das abelhas, deu para entender perfeitamente o significado da ordem estabelecida. A ordem provocada pelo amor das crianças as abelhas sem ferrão. No momento, enquanto o Felipe explicava sobre as abelhas, o sol vinha bem na direção do rosto das crianças, elas não desviavam o olhos, colocavam as mãozinhas para impedir o brilho do sol, ainda assim os olhos das crianças brilhavam pelo encantamento e ouviam atentamente tudo.

A ordem naturalmente pairou nesse lugar. Todas as crianças chegaram bem pertinho das abelhas, na medida que sentiam-se satisfeita iam se afastando para os outros coleguinhas se aproximarem; algumas voltavam para ver mais um pouquinho. Nada de reclamação. Os questionamentos eram sobre as abelhas; os pensamentos fervilhavam nas cabecinhas. E, comentavam entre elas, com as famílias, com as professoras.

Elas já haviam realizado suas análises sobre as abelhas que estavam dentro da caixa a partir de conhecimentos prévios das experiências vivenciadas no CMEI e da cultura familiar.

As crianças mediadas pelas professoras já vinham de um processo investigativo, longo sobre as abelhas; elas foram envolvidas na colocação de iscas, plantaram flores e outras plantas, que nas pesquisas e conversas, descobriram que poderiam atrair as abelhas.  No entanto as tentativas até então tinham sido frustradas.

A notícia de que iriam receber o Jardim de Mel do prefeito, pela mediação do Projeto Linhas do Conhecimento, motivaram as crianças e professoras a preparar o ambiente para a chegada da caixa das abelhas mirins. Elas presenciaram a instalação da caixa e divagaram nas hipóteses. No começo viram uma pequena perfuração na caixa e nem sinal de abelhas e deduziram, as abelhas estão dormindo, estão assustadas, estão fazendo mel, logos elas saem. E foi logo mesmo, no dia seguinte as crianças já assistiam as abelhas bem pequeninhas entrando e saindo pelo buraquinho.  E as hipóteses se ampliaram. Disse o Daniel (4 anos) - as abelhas saem voam por aí, colocam pólen nas flores e depois voltam para dentro da caixa e pegam o cobertorzinho para dormir. Outras crianças diziam, sãos as abelhas do bem, as abelhas saem beijam as flores e voltam para dentro da casinha, elas estão lá dentro fazendo mel.

O Daniel mesmo depois de ver a colmeia e até mesmo onde estava o castelo da rainha, ele continuou afirmando que as abelhas usam cobertores para dormir. A experiência ampliou as aprendizagens das crianças, das professoras e das famílias que presenciaram essa nova descoberta.

Quanto aos escritos sobre as abelhas, os belos poemas, pensamentos que falam da doçura do mel e ressaltam a picadas das abelhas, ganharam novos contornos.

Muitos/as de nós não sabíamos, que a maioria das abelhas não picam. Elas produzem mel e estão voando por aí polinizando o planeta e nós sequer prestamos atenção nessas operárias tão necessárias para a continuidade da espécie humana e de todas as outras formas de vida.

As crianças, ah, elas levaram muito a sério o novo compromisso; essas tornaram-se verdadeiras guardiãs das abelhas Mirins. Foi a espécie de abelha que recebemos da Prefeitura.

Autor: Dr. Eraldo Kuster, CMEI | Fonte: Ivete Bussolo
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