Libras no CMEI

    Publicado por:  Caroline Kupczki Krezko

QUE TAL UMA PARADA PARA APRENDER UM POUQUINHO DA 2ª LINGUA OFICIAL NO BRASIL LIBRAS (LEI Nº 10.436/2002)

Nesta terça feira, dia 13/08/19 no CMEI Dr Eraldo Kuster, foi hora de dar uma paradinha nas atividades rotineiras para vivenciarmos momentos bem diferentes do que estamos acostumadas.  

A Rosilene, mãe da Katherine e a Ariadner, mãe da Maiara nos convidaram a entrar no mundo que está junto de nós, que não conhecemos e com ele não nos comunicamos. A língua de sinais.

A Rosilene é surda e a Ariadner que é bilingue (L1 português e L2 libras). A Ariadner sempre foi parceira e mal tinha iniciado a aprendizagem de libras, já nos auxiliava, nos momentos de ações com as famílias, como interprete dos pais da Katherine e outras famílias, nos tirando do constrangimento da nossa incapacidade de acolher a família em suas especificidades.

LIBRAS é a segunda língua oficial do Brasil e no entanto a maioria da população brasileira é analfabeta nessa língua. Dispostas a cumprir nosso papel, as profissionais que tinham flexibilidade na organização das atividades participaram dessa pequena inserção na língua de sinais. Entre elas estavam as profissionais das Empresas terceirizadas. Faço aqui um pequeno parênteses para expressar o meu carinho e respeito pelas profissionais que atuam nos cuidados de higienização do ambiente, a Leonilda, a Lucilene, a Vanilde e as profissionais que atendem na alimentação das crianças, a Franciele, a Jaqueline e Rosemara; Essas profissionais, além de desempenhar muito bem as funções que lhes são próprias, elas se destacam nos cuidados com as crianças, na parceria com as professoras e acolhimento as famílias.  Nesse acolhimento inclusivo que é papel de todos/as e como as profissionais das terceirizadas estão sempre pelos corredores do CMEI com a adorável simpatia, elas não poderiam deixar de conosco aprender pelo menos os sinais primários de LIBRAS, para que quando o Jaime e a Rosilene entram pelos corredores do CMEI, eles sejam cumprimentados por todas as pessoas que por ali circulam.

Neste primeiro dia da oficina, a Rosilene e a Ariadner iniciaram as atividades com uma dinâmica, em que elas permaneceram por um bom tempo se comunicando na língua dos sinais, fazendo as maravilhosas caras e bocas e nós ficamos só observando, sem compreender nada. Situação que nos momentos de trocas sobre a experiência foi revelado que nos sentimos incomodadas, excluídas e até cansadas, pois em silencio só assistimos sem compreender aquele diálogo que parecia tão animado.

O objetivo foi de mostrar como sente-se o surdo em meio a sociedade que não consegue se comunicar com eles. Precisamos desenvolver sentimentos de empatia para nos colocarmos no lugar dos surdos; que muitas vezes estão em meio àmultidão, sentindo-se completamente isolados, sozinhos, pelo nosso analfabetismo em LIBRAS.

A comunicação é essencial na vida das pessoas e em todas as situações da vida.  Necessitamos nos relacionar nos ambientes que frequentamos, sejam pela dependência de proteção, de cuidados, afetividade, ou simplesmente para jogar conversa fora, que neste caso seria jogar sinais fora (comunicar-se sobre qualquer assunto,sem preocupação).

A inclusão, é muito mais do que abrir as portas a uma pessoa com deficiência, ou pessoa sem deficiência. Inclusão significa acolher a pessoa e promover com equidade a sua inserção nos ambientes, atendendoas necessidades, desejos, interesses, entrando em seu mundo e permitindo que entre no nosso mundo.

 

 

 

 

Autor: Dr. Eraldo Kuster, CMEI | Fonte: Ivete Bussolo
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