INTEGRAR, RELACIONAR, COTIDIANAR, É ASSIM QUE VIVEMOS E PERCEBEMOS COMO VIVEMOS

    Publicado por:  Caroline Kupczki Krezko

 

“Gosto de discutir sobre isto porque vivo assim. Enquanto vivo, porém não vejo. Agora sim observo como vivo.” (Autora de uma roda de cultura)

Neste sábado, dia 11 de dezembro de 2021, no CMEI Dr. Eraldo Kuster, aconteceu a integração da comunidade educativa; a comunicação do percurso das crianças, através de vídeos, registros nos diferentes ambientes; pareceres descritivos, muitas conversas e brincadeiras...

De forma relacional e com vivencias, o cotidiano das crianças foi se desvelando e revelando suas aprendizagens e a grandeza e beleza do que vivem.

O protagonismos esteve presente em todos os contextos. Foi maravilhoso vivenciar os saberes da experiência das crianças; com imagens dessas experiências espalhadas pelos ambientes.

Nesse brincar cotidianos as crianças trouxeram e ensinaram a família como se brinca; foram narrando o percurso das comunicações; e com alegria, apresentavam as professoras, os amigos e amigas; apontando tudo que era significativo a elas.

Houve um tempo, de uma mentalidade, de que para trazer as famílias ao CMEI, seria necessário ter um atrativo a mais; uma confraternização com alimentos, Papai Noel, presentes comprados nas lojas... Tempo superado...

O atrativo, claro que ele existe, precisamos de motivos, de sentido as coisas.

A razão são nossas crianças e a qualidade das relações da comunidade educativa. Nela está presente o protagonismo das crianças, que educam e ensinam os/as adultos/as de como viver, sentir, experenciar...

Citando a autora acima, no CMEI Dr Eraldo Kuster, vivemos assim, intensamente, sem observar; estamos dentro, em meio as relações. E depois observamos; e, pela capacidade de observar como vivemos, que as famílias e todos/as nós, sabemos a importância da integração; das famílias estarem presentes na vida da unidade; e viver, compartilhar... Nessa troca de saberes e experiências, todos/as ensinam e aprendem.

Quanto a equipe, não posso deixar de comentar sobre... No entanto, difícil, ou melhor impossível descrever, a qualidade da mediação antes, durante e o depois.

Cada turma com suas características, numa escuta ativa, participativa. Estava evidenciado a participação das crianças, com jeitos, gostos, necessidades e também os jeitos e gostos, necessidades das professoras. Precisamos todos/as de sentido, pertença. A cultura de cada sala, permeou todo o ambiente. A equipe foi zelosa, como sempre. Havia tanta qualidade na organização do ambiente, nas propostas de integração; nos vídeos do cotidiano das crianças; nas comunicações dos percursos da aprendizagem das crianças. Tudo encantou e nos inebriamos pela beleza dos acontecimentos.

Não havia Papai Noel, nem presentes comprados nas lojas, nem compartilhamento de alimentos. Na contra mão das ideias de senso comum, do capitalismo, as crianças confeccionaram seus brinquedos e os elementos que compunha a brincadeira.

Mas valioso que brinquedos mirabolantes,  ou o alvoroço do Papai Noel, de comilança, é a criança fazer a sua própria bolinha de sabão, depois soprar e soprar e ver as bolinhas subir pelo ar, até estourar; pegar um canudo e colocar na tinta e então soprar sobre o papel dando aquele colorido; amarrar uma bexiga na perna do familiar e da criança e então ver quem estoura a bexiga dos seus competidores; é levar a família para brincar, nas cabanas, nos espaços de solários, no parque, no escorregador; na criança escolher suas brincadeiras preferidas do cotidiano do CMEI e protagonizar junto com a família...

No CMEI Dr. Eraldo Kuster, vivemos assim, enquanto vivemos, não observamos. Agora sim, observamos tudo o que vivemos e percebemos como viveram e vivem os/as diferentes autores e autoras do processo. Somos todos/as sujeitos de nossa própria história e construímos juntos/as, coletivamente a história do CMEI e vamos assim deixando nossas marcadas e marcando as vidas com as quais compartilhamos as vivencias, as experiências, as aprendizagens da vida...

 

 

Autor: Ivete Bussolo | Fonte: Ivete Bussolo
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Integração com as famílias
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