Etapa Nacional do FLL 2017/2018 aconteceu em Curitiba

    Publicado por:  Aline Alvares Machado

Aconteceu em Curitiba, nos dias 16, 17 e 18 de março, a etapa nacional do torneio de robótica FLL – FIRST Lego League.

O torneio acontece todos os anos em etapas regionais (no Paraná, aconteceram regionais em dezembro e em fevereiro), que são seletivas para a etapa nacional, da qual participam apenas as melhores equipes de cada estado.

Diferente de outros torneios da área, o FLL busca integrar todas as dimensões do desenvolvimento do estudante. Para isso, a cada temporada, que se inicia em agosto de cada ano, é definido um tema, sobre o qual as equipes devem elaborar uma pesquisa e desenvolver uma solução para um problema associado à temática – tudo isso sem esquecer dos “core values”, que são os valores humanos que os jovens devem manter durante todo o trabalho.

Criado em 1998 pela FIRST - uma organização não governamental - em parceria com o Grupo LEGO, a competição propõe que estudantes sejam apresentados ao mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida, por meio da construção e programação de robôs feitos inteiramente com peças da tecnologia LEGO Mindstorms.

Assim, o FLL é um programa internacional de exploração científica, que promove o ensino de ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática (STEAM) no ambiente escolar e contribui para o desenvolvimento de competências e habilidades comportamentais para a vida. A cada ano o torneio estimula o trabalho colaborativo, a criatividade e traz desafios do mundo real para os alunos.

Nesta temporada, o tema foi “Hidrodinâmica”, que visava o estudo do uso humano da água, seus problemas e soluções.  Assim, além de prepararem um robô para as provas de robótica, as equipes também buscaram soluções inovadoras para melhorar a extração, aproveitamento e reuso da água pelos seres humanos.

O desafio mobilizou, ao todo, considerando as etapas regionais do torneio, mais de 5 mil alunos e professores em todo o país. Com ideias inovadoras, os jovens mostram que é possível, sim, repensar a forma como lidamos com o nosso líquido mais precioso.

Para a etapa nacional, foram selecionadas 83 equipes de todo o Brasil, de escolas públicas e privadas. A rede municipal da Curitiba teve duas equipes classificadas, a Conectados, da Escola Municipal Cel. Durival Britto e Silva, no Cajuru, e a CyberRex, da Escola Municipal Pref. Omar Sabbag, também no bairro Cajuru.

A rotina, ao longo dos 3 dias de torneio, foi intensa: treinos, testes, avaliações da pesquisa, do design do robô e core values. Junto a tudo isso, muita animação, integração e diversão – “Nós nos divertimos”, é um dos lemas do torneio.

Também aconteceram durante o evento oficinas de montagem Lego, palestras e sessão de autógrafos com personalidades, como o astronauta brasileiro Marcos Pontes, todos gratuitos e abertos ao público em geral.

As 10 equipes vencedoras do torneio garantiram a participação em torneios internacionais promovidos pela FIRST por todo o mundo. São elas:

  • Thunderbóticos, do SESI de Rio Claro
  • Jedi's, do SESI de Jundiaí (SP)
  • Big Bang, do SESI de Birigui (SP)
  • Red Rabbit (SESI de Americana/SP)
  • Robotics School (SESI de Ourinhos/SP)
  • Lego da Justiça Planalto (SESI Planalto-Goiânia)
  • Fênix (SESI de Bauru-SP)
  • Gametech Canaã (SESI Canaã-Goiânia)
  • Biotech (SESI de Barra Bonita/SP)
  • Robocamb (SESI de Maceió/AL)

Além das 10 classificadas para as etapas mundiais, que acontecem nos Estados Unidos, Estônia e Hungria, outras 4 equipes foram escolhidas para participar do prêmio Global Innovation, também da FIRST, pelo potencial das soluções encontradas pelos estudantes. São elas: Lego of Olympus (Brasília), Fênix (Bauru/SP), Tecnoway (Caxias do Sul/RS) e Lego da Justiça do Planalto (Goiânia). O prêmio vai reunir quase 200 equipes de todo o mundo. Desse total, serão selecionadas as 20 melhores para participar da cerimônia de premiação na Califórnia (EUA). A melhor solução inovadora mundial ganhará 20 mil dólares. O segundo e terceiro lugares ganham 5 mil dólares, cada.

As equipes da Rede Municipal da Educação não foram classificadas para as etapas internacionais. Mas é unânime entre os estudantes: o aprendizado e as descobertas foram intensos ao longo de toda a temporada e, principalmente, transformaram a forma como eles enxergam o uso da água.

“O que descobrimos é mais importante do que o que ganhamos”.

Agora, essas e as demais equipes das escolas da SME estarão estudando e se preparando para novos aprendizados e desafios que virão no ano de 2018.

Para maiores informações sobre o projeto, entre em contato com a Coordenadoria de Tecnologias Digitais e Inovação – tecnologias@edu.curitiba.pr.gov.br. 

Autor: SME | Fonte: CTDI