Estudantes da EJA do CAIC Bairro Novo assistem á peça Flores Dispersas sobre Júlia da Costa

    Publicado por:  Patricia da Rosa Molina Treufeldt

 

No dia 23 de abril, os estudantes da EJA do CAIC Bairro Novo tiveram a imensa alegria de assistir à peça de teatro Flores Dispersas- Fragmentos da Vida e Obra de Júlia da Costa. A peça foi encenada  pela Cia de Teatro Laurinha Produções, é dirigida por Regina Bastos e conta um pouco da vida da poetisa paranaense Júlia da Costa destacando seus poemas e fazendo com que todos conheçam um pouco dessa mestra dos versos e dos sentimentos. Inclusive o nome da peça faz menção a coletânea de poesias, Flores Dispersas, publicada por Júlia da Costa entre 1867e 1868.

A peça foi assistida com muito interesse por nossos estudantes que já viram outras peças teatrais na escola, fruto da parceria com a Fundação Cultural de Curitiba que sempre que possível propicia aos estudantes do período noturno do CAIC Bairro Novo o acesso a arte do teatro.A peça  também foi exibida no Festival de Teatro de Curtiba, para saber mais clique aqui.O vice-diretor Everton Luiz Camargo contou à Página do CAIC Bairro Novo que foi realizado um trabalho de pesquisa dos estudantes sobre a poetisa Júlia da Costa antes de assistiram a peça teatral. Os estudantes se dirigiram à  Biblioteca da Escola para conhecer mais sobre a vida e a obra da artista.

Júlia da Costa nasceu em Paranaguá,em 1º julho de 1844 e sua vida pessoal foi marcante na produção de seus textos. Quando jovem foi obrigada a casar-se por conveniência com um homem bem mais velho, e não com o homem que amava, também poeta Benjamim Carvoliva, com quem trocava cartas apaixonadas. Ao ser recusada pelo amado após propor uma fuga, a poetisa tornou-se triste e melancólica. No entanto, sua infelicidade no amor a fez encher de vida os versos de suas famosas poesias. Julia morreu em 1911 na cidade de São Francisco do Sul em Santa Catarina, viúva, reclusa e solitária.

Encerramos esse post com a poesia "Sonhos ao Luar" de Júlia da Costa

Quem és tu, bardo noturno
Que me fazes meditar?...
Serás por acaso o eco
De meu triste cogitar?...

Eu também amo a saudade
Que me inspira a solidão;
Amo a lua que me fala
Do passado ao coração.

Como tu choro uma noite
De luar que se ocultou;
Como tu choro a esperança
De uma aurora que passou.

Quem és tu, bardo noturno
Que me fazes meditar?...
Quem és tu que na minh’alma
Vens de manso dedilhar?...

Serás inda a sombra errante
De uma noite que morreu?...
Meigo raio de ventura
Que em meu seio se escondeu?...

Quem és tu? Dize quem és
Branca sombra lá do céu!
Dize o nome do teu canto
Que eu direi-te [sic] quem sou eu!

 

 

O crédito das belíssimas fotos desta postagem é da diretora do CAIC Bairro Novo, Neiva do Prado Leão.

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Autor: Patricia Molina Treufeldt | Fonte: Neiva do Prado Leão/ Everton Luis Camargo
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Teatro EJA
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