Esse cotidiano no CMEI, então, ele voltou...

    Publicado por:  Caroline Kupczki Krezko

 

O silêncio foi interrompido pela alegria dos risos, das conversas, aparentemente desconexas, mas cheias de significados e ligação; a ternura, a inocência, o barulho, as andanças para lá e para cá, a euforia, a criatividade; a turma que acham e transformam o mundo, as ações em eternas brincadeiras...

Sim as crianças estão de volta e com elas a cultura da infância, que tão bem faz ao coração, dos pequenos e pequenas e dos adultos e adultas também.

A saudade das crianças era tanto, que nem se importaram de se despedir da família no portão. Algumas até faziam gestos em querer voltar para a família, mas bastava uma palavra doce de acolhimento e elas seguiam corredor adentro, acompanhadas de suas professoras.

Então, por razões de segurança sanitária, as crianças foram acolhidas no portão. Tenho que admitir, por mais que saiba que esta é uma medida necessária para evitar aglomerações e a propagação da COVID, tive bastante resistência nessa questão. Estávamos tão acostumadas/os com as famílias entrando no CMEI para deixar as crianças na sala de referência e já aproveitavam para uma conversa rápida, um recado, de um lado e de outro; contexto que trazia um vínculo gostoso entre as famílias e profissionais.

Mais uma vez, como tem acontecido, nessa Pandemia, nos surpreendemos com os rumos dos acontecimentos.

As criança entraram muito bem e felizes e as famílias também reagiram com tranquilidade diante da situação. E, os recados rápidos estão sendo dados; ainda hoje temo o recurso de whatsapp que tem sido grande aliado desse tempo na comunicação.

Na verdade, nossas crianças entendem tudo e por mais que dizemos, que elas não têm dimensão do contexto atual; elas sabem muito e sentiram tanta saudades do      CMEI, dos colegas e dessa rotina pra lá de significativa. Sentiram saudades, até mesmo da alimentação.

E, comeram super bem. É muito lindo ver elas se alimentando, comendo com prazer e diziam, esta comida está muito gostosa, estava com saudades e repetiam o prato.

Sabe, as crianças estão despostas a seguir os protocolos, usar máscaras e muito álcool gel, para estar no CMEI. Mas foi visível no olhar, nas falas das crianças, certa decepção em não poder chegar perto dos amigos/as, compartilhar os brinquedos. No entanto, mesmo estando longe dos colegas e das brincadeiras distanciadas, elas estavam felizes em estar aí e esperam que o corona vírus vai logo embora e nós também, tudo que queremos é ver nossas crianças correndo, grudadas umas nas outras, fazendo aquela aglomeração que faziam no escorregador, em que uma criança parava no final e assim iam uma parando em cima da outra, congestionando o escorregador inteiro de crianças. E assim as tantas brincadeiras de pega, pega, roda cutia e muitas outras brincadeiras, em que tudo que víamos era, ajuntamento, aglomeração, que até então chamávamos de integração, compartilhamento, mobilização...

O que dizer de tudo isso, ainda que não seja como as crianças e nós gostaríamos, ainda assim, as crianças e nós estamos muito felizes pela volta desse cotidiano no CMEI.

 

Autor: Ivete Bussolo | Fonte: Ivete Bussolo
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Retorno das crianças no CMEI
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