Era uma vez uma Lagarta

    Publicado por:  Angela Gementi

 

No retorno ao modelo híbrido de ensino optamos por estimular as crianças ao contato com a natureza e buscamos livros e histórias que despertassem o interesse deles em explorar o ambiente externo. Apresentamos o livro: “Era uma vez uma lagarta” (Judith Anderson e Mike Gordon). 

Após a leitura, surgiram muitas curiosidades sobre as lagartas e as borboletas, conversamos com as crianças  e através de imagens impressas, explicamos para elas a metamorfose da borboleta, porém apenas isso não foi suficiente para sanar a curiosidade deles, então, fomos ao espaço externo em busca de ovos de lagarta, lagarta, borboleta e pequenos insetos.

Enquanto procurávamos pelos bichinhos, as abelhas sem ferrão foram um interessante atrativo, como são Abelhas Mirim, são pequenas e com o frio elas ficam mais reclusas, nesse dia, o tempo estava agradável e elas sairam de dentro da colméia, proporcionando um bom momento de observação.

Certo dia, enquanto brincavam no parque Jorge ficou muito empolgado por encontrar uma lagarta, pedimos para as crianças não mexer, mas não adiantou, todos ficaram curiosos, tivemos a ideia de capturar a lagarta e colocar em um pote, começamos a cuidar dela, limpando, trocando a folha e borrifando água, observando diariamente seu desenvolvimento.

No decorrer, a lagarta começou a se debater e ficamos aflitos com o quê estava acontecendo com ela, esperamos e observamos, em pouco tempo ela soltava sua pele e iniciou o processo de construção do casulo.

Enquanto observamos essa lagarta, no parque encontramos mais lagartas e também coletamos elas, colocamos separadas e cuidamos da mesma maneira, limpando o pote, trocando as folhas e borrifando água diariamente. Não conseguimos perceber o momento exato que viraram casulo, mas na captura delas, um graveto ficou junto, então, as duas formaram um casulo próximas uma da outra, na ponta do graveto.

Depois de alguns dias, quando chegamos pela manhã na sala, os dois casulos estavam intactos, não conseguimos perceber de onde elas saíram, porém no pote havia duas mariposas, isso mesmo, as lagartas que coletamos não eram de borboletas e sim de mariposas.  Experiência  emocionante, uma das mais belas atividades realizadas.

 

Autor: Valéria Lorenzetti e Dilosa Pereira Lima | Fonte: CMEI TRINDADE
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Valeria
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