Discutindo a Violência contra a Mulher através de paródias no CAIC Bairro Novo

    Publicado por:  Patricia da Rosa Molina Treufeldt

Sabiam que a data de 25 de novembro é o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres? Hoje na Página do CAIC vamos compartilhar com vocês o trabalho realizado pelas professoras de Língua Portuguesa dos 7ºs anos, Adrieli Foggiatto, Evandra Busato e Ana Regina Lameira com o gênero textual paródia. As professoras trabalharam a paródia numa sequência didática que teve como tema a violência contra a mulher, trabalhando conjuntamente os Direitos Humanos.

A professora Adrieli contou que inicialmente as professoras conceituaram o gênero textual paródia, na sequência os estudantes pesquisaram na web sobre leis que surgiram em nosso país em função da violência contra a mulher como a Lei Carolina Dieckman e a Lei Maria da Penha.

Aproveitando o universo cultural dos estudantes, as professoras trabalharam com paródias de youtubers como Wilderson Nunes, Tirulipa Júnior, Kéfera entre outros. Os estudantes também analisaram uma paródia da música Trem Bala dentro do tema.Confira no vídeo ao final desta notícia.

Os estudantes ficaram muito impactados com o vídeo que integra o movimento internacional da ONU, He for She que mostra pessoas ouvindo os áudios de mulheres ligando para o número 180.

Nas rodas de conversas com os estudantes, as professoras perceberam a importância das mães para os adolescentes, “a mãe está num pedestal” destaca a professora Adriele. Nessas atividades porém  muitos estudantes relataram que presenciaram a violência contra a mulher próxima a eles, ou dentro da própria casa.

Após todo esse embasamento onde inclusive os estudantes utilizaram o aparelho celular como instrumento de pesquisa, em grupos  produziram as próprias paródias. Foram escolhidas as melhoras paródias de cada turma.

A Página do CAIC conversou com as estudantes do 7AH Ingridhy Cauany Lopes Palhano, Gabrielle Souza da Cruz, Bárbara da Costa de Souza, Rebeca de Lourdes Sikora. As estudantes relataram que “a paródia é uma música modificada, que transmite uma mensagem ou conta uma história.” Ingridhy, cuja a equipe fez a paródia da música Medo Bobo da dupla Mayara e Maraísa, colocou que muitas vezes, “a mulher só fica em casa e não é tratada como merece, é tratada como xingamentos, agressões quando na verdade precisa de carinho e visibilidade”.

A estudante Bárbara destaca “quem tem que mudar são os homens e que os filhos devem ser educados para tratarem bem as mulheres e para garantir isso existem leis como a Maria da Penha.”

Rebeca e Gabrielle ficaram abismadas em descobrir tanta violência contra a mulher e a forma brutal como muitas melhores são tratadas. As estudantes acreditam que deve haver respeito dentro e fora de casa sem reincidências ou ameaças.

“Dentro da paródia as professoras deram um sentido além, abordaram a violência doméstica contra a mulher, combatendo de forma educativa, informando o estudante sobre leis  que protegem a mulher e também incentivaram o respeito dentro da escola, parabéns professoras!” destaca a diretora do CAIC Eliane Benini.

Parabenizamos as professoras Adriele, Evandra e Ana Regina por tratarem um tema tão importante da sociedade contemporânea dentro do riquíssimo universo da Língua Portuguesa.

Acompanhem na íntegra a paródia da música Medo Bobo produzida pelas estudantes do 7AH:

MEDO BOBO – MAIARA E MARAISA /É O FIM DAQUELE PESADELO

Ah, esse tom de voz eu reconheço

Mistura de raiva e medo

Não to acreditando na sua coragem de me enfrentar

Eu pensei que estava alimentando

Uma loucura da minha cabeça

Mas quando ouvi sua voz comecei a chorar

Tanta dor guardada no meu peito

Eu me prendendo à toa

Por conta de uma pessoa

Não acreditei que aconteceu

É, e na hora que me bateu

Foi pior do que eu imaginei

Se soubesse tinha evitado antes

No fundo sabia que era um arrogante

E na hora denunciei

O meu medo enfrentei

Pessoas tinham me avisado antes

Que ele era um bom farsante

Que ele era um bom farsante

É o fim daquele pesadelo

Tanta dor guardada no meu peito

Eu me prendendo à toa

Por conta de uma pessoa

Não acreditei que aconteceu

É, e na hora que me bateu

Foi pior do que eu imaginei

Se soubesse tinha evitado antes

No fundo sabia que era um arrogante

E na hora denunciei

O meu medo enfrentei

Pessoas tinham me avisado antes

Que ele era um bom farsante

Que ele era um bom farsante

É o fim daquele pesadelo

É o fim daquele pesadelo

Deixamos com vocês uma paródia da música Trem Bala de Ana Vilela para a reflexão de vocês. É só dar o play!

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Autor: Patricia Molina Treufeldt. | Fonte: Adrielli Foggiatto
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