Crianças, professores e relações: o olhar sensível para o sensível

    Publicado por:  Aline Eluize Cardoso



“ que, na realidade, uma educação sensível só pode ser levada a efeito por meio de educadores cujas sensibilidades tenham sido desenvolvidas e cuidadas, (...) como fonte primeira dos saberes e conhecimentos que se pode obter acerca do mundo”
(Duarte Jr. 2001, p.213)

 

Inspiradas pelo autor Duarte Jr. (2001), a equipe pedagógica e administrativa do CMEI Ciro Frare proporcionou nesta manhã, 15/10/2018, um momento de muita tranquilidade e reflexões aos professores. As profissionais foram recebidas ao som de violão, com músicas que falam sobre a profissão nobre que exercem e do princípio da sensibilidade para busca dos saberes e conhecimentos. Neste momento, receberam máscaras personalizadas e aromatizadas com cheirinho de melissa, que desperta marcas de infância e acolhimento. De acordo com o autor, o docente desperta para educação sensível, a partir do momento em que se torna sensível. Sendo assim, dentro desse mesmo contexto, buscamos o olhar sensível para o sensível, autoria profissional e com destaque, a imagem de criança no mundo. Neste sentido, a tarefa é de pesquisa e estratégias, pois para sensibilizar e desenvolver os sentidos, faz-se necessário uma visão criticamente política, ética e estética do papel da educação na obtenção dos saberes, do professor prioritariamente ligado às crianças, contextos e culturas e de onde acontecem as aprendizagens. O autor Duarte Jr. (2001) reforça: “... insistirá, pois, na necessidade atual e algo urgente de se dar maior atenção a uma educação do sensível, a uma educação do sentimento, que poder-se-ia muito bem denominar educação estética”, em uma compreensão de estudos à partir da etimologia da palavra estética, na capacidade do ser humano de sentir a si próprio e ao mundo em um movimento entrelaçado de interações e relações entre os sujeitos, os contextos e as culturas estabelecidas nos espaços. Neste dia de celebração aos professores, evidenciamos as experiências relacionais, que valorizam os contextos e favorecem as organizações daquilo que as crianças vão descobrindo, em um conjunto de situações, objetos e linguagens que permitem a criança aprofundar e sistematizar as aprendizagens. Desperta e compartilha um vasto território de pesquisa e interesse para legitimar o olhar sensível para o sensível, gerando laços afetivos e marcando a história e cultura de cada sujeito com significados, construidos a partir das interações.

 

                                                                                              

                                                                                           Marcia Rodrigues Fernandes

                                                                                      Marjane Santoni do Amaral

                                                                                           Patricia Celli da Silva Ribeiro

Autor: Ciro Frare, CMEI | Fonte: Equipe EPA
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