Chegada das crianças no CMEI

    Publicado por:  Caroline Kupczki Krezko

Chegada das crianças, o que fazer para diminuir a carga emocional e a criança sentir-se bem e segura para ficar no CMEI?

Esse processo passa pelo planejamento com olhar sensível a criança, tendo o máximo de informações sobre a criança, o que ela gosta, quais são seus hábitos, necessidades; como é essa criança e sua família...

 Não são as bexigas, as fitas, os frufrus, o cartaz de bem-vindo que vão acolher a criança. Elas até gostam, menos do bem-vindo, porque ainda não lêem.

O que de fato acolhe a criança é o ambiente organizado de forma aconchegante, que trazem a cultura da infância, os elementos com os quais a criança se identifica; a memória das vivencias e experiências fazendo com que ela sinta-se pertencida ao espaço e a tudo que compõe o ambiente.

A família ao ficar um pouco com a criança, dar o café, conversar com as professoras, aumentam a segurança da criança.

Quando os/as responsáveis circulam pelos ambientes ao lado da criança, conversando com ela, com os adultos, os quais a família vai deixar a criança; Os familiares transmitem uma mensagem de confiança à criança. Ela entende que se minha família esteve comigo nesse ambiente, conversou com essas pessoas e hoje ela me deixou, significa que este ambiente é seguro.

As professoras do CMEI Dr. Eraldo Kuster são especialistas no acolher. Não existe, não pode entrar família, deixa sua criança, vai embora que acalmamos. Ou melhor, claro que existe, quando a família não tem a possibilidade de ficar; mas fora disso. A família sempre pode ficar mais um pouquinho, tranqüilizar a criança para depois ir à vida lá fora confiante de que a sua criança ficou segura no CMEI.

O acolhimento do berçário está sendo incrível. As famílias entram e ficam um pouco na sala, ajudam na alimentação, dão uma volta com a criança, deixa na sala e ficam por ali, depois voltam e ficam mais um pouquinho, se afastam e assim com muita tranqüilidade a criança vai aos pouquinhos sentindo-se seguras para permanecer no CMEI sem a presença da família. Claro que tudo está acontecendo dentro das possibilidades das famílias e necessidade da criança.

O diálogo, o respeito, a compreensão são aspetos fundamentais para o inicio de uma bela parceria que tem tudo para dar muito certo.

Autor: Dr. Eraldo Kuster, CMEI | Fonte: Ivete bussolo
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