Boas práticas: profissionais mostram como é a inclusão no dia a dia da rede municipal de ensino

    Publicado por:  Maria Duarte

As boas práticas de inclusão na rede municipal de ensino foram tema de dois grandes encontros organizados este mês pelo Departamento de Inclusão e Atendimento Educacional Especializado (DIAEE). Nesta segunda-feira (20/11), mais um grupo de profissionais de apoio se reuniu no Salão de Atos do Parque Barigui para o Seminário Práticas Exitosas. A primeira fase do seminário foi no dia 14. Os profissionais foram divididos em grupos, por regional.

Na abertura, a secretária municipal da Educação, Maria Sílvia Bacila, destacou a abrangência das ações da rede municipal de ensino voltadas à inclusão. “Todas as nossas ações concretizam políticas que atendem nossos estudantes conforme suas necessidades”, afirmou.

A secretária também destacou a importância dos profissionais de apoio.

“Sempre apoiando as práticas pedagógicas e junto às famílias das nossas crianças e estudantes, vocês são muito importantes. Esta prática de compartilharmos experiências sempre nos traz mais peças para montarmos este mosaico tão rico”, comentou Maria Sílvia.

A diretora do DIAEE, Gislaine Coimbra Budel, explicou que são 1,3 mil profissionais de apoio atuando hoje na rede pública curitibana. Eles auxiliam nas atividades de locomoção, alimentação e higiene e algumas atividades pedagógicas sempre com a orientação da professora regente e da equipe diretiva das escolas.

Os profissionais são designados conforme a necessidade de cada estudante.

Simene da Cruz Souza, da Escola Mirazinha Braga (Mercês), contou sua experiência junto a uma estudante com Transtorno do Espectro Autista (TEA). “É muito importante ter o aceite da criança para as atividades diárias, vejo o desenvolvimento dela, os avanços”, contou Simene.

A rede municipal de ensino atende 14,9 mil crianças e estudantes em diversas modalidades, o que inclui Transtorno do Espectro Autista (TEA), transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades/superdotação, síndrome de Down, comprometimento motor, Transtornos Funcionais Específicos, entre outros.

Transporte

Além do atendimento especializado nas unidades (salas de recursos), Centros Municipais de Atendimento Educacional Especializado (CMAEEs) em todas as dez regionais da cidade, os estudantes das escolas especiais também têm acesso a transporte 100% adaptado às suas necessidades.

É o Sistema de Transporte para a Educação Especial (Sites), que atende 2,4 mil estudantes, em trajetos realizados todos os dias de casa para a escola, e da escola de volta para casa. Ele garante o acesso dos estudantes às 31 escolas especiais localizadas em Curitiba. São 84 linhas com a frota renovada.

Escola de Pais

As famílias com estudantes em inclusão são atendidas pela Escola de Pais, que tem como missão ajudar os pais dessas crianças a se cuidarem e assim poderem atender com mais tranquilidade o desenvolvimento dos filhos, além de esclarecer dúvidas e repassar apoio e orientações.

 

 

Autor: SME | Fonte: SME
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Seminário reuniu profissionais de apoio. Fotos. Luiz Costa/SME.
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