Atores contam histórias para estimular a leitura nas escolas

    Publicado por:  Paulo Henrique Machado

“A menina era bonita, tão bonita, mas tão bonita, que seu amigo coelho sonhava com a beleza da menina do laço de fita e queria ser, como ela, bonito e garboso, mesmo sem laço ou sem fita”. Com olhos fixos e muito atentos, meninos e meninas da Escola Municipal Padre João Cruciani, no bairro Campo Comprido, acompanharam a leitura da história “Menina Bonita com laço de fita”, de Ana Maria Machado, na manhã desta quinta-feira (06/04). Foi a primeira apresentação do projeto "Um passarinho me contou...", promovido pela da companhia Travessia - Arte e Educação em parceria com a Secretaria Municipal da Educação.

A história que fala dos valores humanos, das escolhas, da amizade e de como o preconceito inexiste para quem tem sensibilidade no olhar é uma das ações de contação de histórias e rodas de leituras do projeto. Mais de 3 mil estudantes participarão da atividade de leitura de forma compartilhada em diferentes regiões da cidade.

“As histórias têm um aspecto lúdico, contribuindo no desenvolvimento intelectual da criança, atuando na ação comunicativa, interacional e despertando o interesse pela leitura”, destaca a contadora Michelle Peixoto.

A Secretária Municipal da Educação, Maria Sílvia Bacila, que na ocasião, visitava a unidade destacou a importância do trabalho e o envolvimento da equipe. “Estimular a leitura como fonte inspiradora de aprendizagem e, ao mesmo tempo, ofertar práticas que instigam a imaginação, dando alegria e satisfação pela ludicidade implicada no mundo de personagens e histórias é uma forma de possibilitar uma nova leitura de mundo para os estudantes”, disse.

Desenvolvimento – A diretora da unidade, Beatriz Maria Zoppo, afirma que contar histórias para os estudantes é uma atividade que desenvolve a cognição. “O livro disputa a atenção com uma infinidade de adversários e muitas vezes são esquecidos pela internet, celular, tablets e computadores. O ato de ler influencia o desenvolvimento cognitivo das crianças”, explica Beatriz. Ela também vê vantagens em relação à alfabetização.

A pequena Letícia Karolinne Mota, de 8 anos, ficou encantada com a história e explica que a voz da contadora tornou a história mais real. “Cada um tem uma voz, mas o engraçado é que a voz dela me paralisou eu fiquei presa na história e nem vi o tempo passar. Como é gostoso sentir a história pertinho da gente só com imaginação”, disse.

Nas unidades da rede municipal de ensino, a contação de histórias é um instrumento que acontece desde a educação infantil. “O hábito de ouvir histórias desde cedo ajuda na formação de identidades; no momento da contação, se estabelece uma relação de troca entre contador e ouvintes, o que faz com que toda a bagagem cultural e afetiva destes ouvintes venha à tona”, explica a gerente de Faróis do Saber e Bibliotecas da Secretaria Municipal da Educação, Christiane Martins.

“Eu gostei de ouvir a história que fala das diferenças. São tantas no dia a dia que a gente quase nem vê, mas mesmo assim, tem gente que teima em se importar com a cor da pele, do cabelo e do jeito que cada um é. O mais legal é que no fim da história a gente pode falar disso tudo com os colegas”, destacou a estudante Sofia Volpato, de 7 anos.

A programação se estende até o mês de setembro e inclui dois cursos para os profissionais da educação. O projeto é resultado da Lei Municipal de Incentivo à Cultura e Fundação Cultural de Curitiba e tem o incentivo da Copel e da BWT Operadora de Turismo.

Autor: Gerência de Faróis do Saber e Bibliotecas | Fonte: Secretaria Municipal da Educação
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Contação de histórias e rede de leitura na Escola Municipal João Cruciani, no Campo Comprido.Curitiba, 04/04/2017Foto:cesar Brustolin/SMCS
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