As culturas que circulam e as relações com o outro

    Publicado por:  Aline Eluize Cardoso
As crianças e profissionais do CMEI Ciro Frare contam com 10 salas de referências, e cada turma tem seu solário, que é uma extensão de cada sala com desafios, evolução diária e harmonia em relação as “escutas”, culturas que circulam e relações com o outro. As crianças vivem um cotidiano extraordinário, exploram todos os ambientes interno e externo, são ambientes com gramado, parque em madeira, territórios que favorecem oportunidades de experiências com areia, terra, água, ar, fogo (luzes), jardim com flores diversas, horta mandala, mascotes que convivem conosco, como coruja, sapo e pássaros quero-quero. Materiais não estruturados que possibilitam aprendizagens lúdicas, significativas e com continuidade, para a construção de uma escola com qualidade de contextos elaborados a partir de espantos, estudos, relações, inovadores e misteriosos currículos abertos e possíveis, que nos permitem aprender sobre as mais de cem linguagens que circulam entre ensino e aprendizagem e se entrelaçam com o tempo, espaço e materiais. De acordo com a resolução 05/2009, que fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil em seu ”Art. 8º. “A proposta pedagógica das instituições de Educação Infantil deve ter como objetivo garantir à criança acesso a processos de apropriação, renovação e articulação de conhecimentos e aprendizagens de diferentes linguagens...” e em seu inciso § 1º - “Na efetivação desse objetivo, as propostas pedagógicas das instituições de Educação Infantil deverão prever condições para o trabalho coletivo e para a organização de materiais, espaços e tempos...”, articulados as experiências das crianças e nas relações do cotidiano. 
A partir do momento em que transitamos nas entrelinhas dos documentos norteadores Federais, Municipais e inspirações educacionais mundiais, dentre elas, a pedagogia italiana que inspira nossas Diretrizes Nacionais, Base Nacional Comum e dados empíricos, ganhamos novos caminhos, para refletir e nos inspirar a partir das experiências das crianças, que ganham contornos extraordinários quando possibilitam mudanças, vínculos, memórias, experimentações e muita inovação. Nossos pensamentos e estudos se entrelaçam com as crianças e ganham sempre novos contextos educativos que favorecem especificidades, subjetividades e complexidades das aprendizagens das crianças, gerando mudanças em todos os sujeitos envolvidos, com ludicidade, significatividade e continuidade.
 
Autor: Ciro Frare, CMEI | Fonte: Equipe EPA - Márcia Rodrigues Fernandes
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