Ah, essas crianças e esse cotidiano; no Mercado Muncipal?

    Publicado por:  Caroline Kupczki Krezko

 

Os ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) levam as crianças do Pré Único ao Mercado Municipal tirando da rotina mercadores e clientes no vai e vem da vida cotidiana.

As professoras do pré único com olhar para a alimentação saudável e sustentável, a partir dos contextos das crianças, que nem todas se alimentam adequadamente, têm contemplado em seus planejamentos ações de incentivo a alimentação saudável; levando as crianças a experiências e aprendizagens significativas, que na observação das professoras e fala das famílias têm mudado os hábitos alimentares das crianças. Elas estão comendo mais verduras, legumes e frutas; alimentos que normalmente elas rejeitavam.

As professoras trouxeram vários alimentos que as crianças não conheciam e muitos deles quando chegam para elas consumirem, já está descaracterizados, como o amendoim com casca, a espiga de milho e ou alimentos que elas rejeitam para conhecer, experimentar de forma lúdica; numa boa conversa e também envolvendo as crianças na preparação dos alimentos.

Nesse movimento de pesquisas e conversas, as crianças descobriram a existência do Mercado Municipal e que lá tinha verduras, legumes, frutas, cereais e descobriram que lá também vendiam sementes de flores, pois elas haviam descoberto que a flor de girassol vira para sol.

Objetivos traçados pelas crianças e professoras, lá partimos em direção ao Mercado Municipal. Já no percurso do ônibus, as conversas divagavam entusiasmadas, sobre o que viram pelo caminho e sobre onde estavam indo, como deveria ser o Mercado Municipal e o que iriam fazer; no caso comprar frutas para um piquenique no CMEI e sementes da flor que vira para o sol.

 Quando chegamos ao Mercado, a curiosidade das crianças era tanta para explorar aquele ambiente imenso e cheio de coisas, que muitas não se contiveram, saíram rápido pelos corredores do mercado; foi até difícil acompanhá-las.

Já no início descobriram uma loja que vendia sementes e para a surpresa das crianças, havia quatro tipos diferentes de girassóis. Nem mesmo as professoras sabiam dessa variedade. Após dialogarem com o mercador, não tiveram dúvidas, quiseram comprar um pacote de cada espécie de semente.

Nas andanças pelos corredores iam trazendo atenção das pessoas a elas. Pareciam tão pequenas para aquele ambiente, mas grandes suficientes para seguir em busca das razões pelas quais ali estavam.

No entanto, um mercado de aquários seduziu as crianças para dentro da loja e diante da beleza dos peixinhos tão diferentes as crianças pararam no tempo, esquecendo por um bom momento os objetivos, foi difícil continuar o trajeto; as crianças encantadas não queriam sair de lá.  

No mercado das frutas, retomaram o planejamento. A primeira fruta que escolheram comprar foram os morangos, que elas muito bem conheciam, mas nunca tinham visto daquele tamanho.  A jaca foi outra fruta que despertou o interesse das crianças, também, pelo tamanho e forma diferente que conheciam; compraram ainda, para experimentar carambola, fruta do conde e outras frutas que conheciam e gostavam.

Andando pelos corredores, de vez em quando se ouvia uma criança e outra apontando para objetos, alimentos que eram da cultura familiar. Teve uma criança que veio do Nordeste apontou para os bambus, outra no mercado de peixes, citou espécies de peixes; falaram dos cereais, dos chapéus, do chimarrão e de tantas outras coisas mais, do saber das experiências vividas, aprendizagens trazidas de casa e aprendizagens do CMEI.

Cansadas de tanto caminhar, mas ainda animadas, sentaram na escada da entrada concluíram a aventura daquele local comendo balas de banana.

Então foi hora de voltar. No ônibus as conversas continuaram sobre as tantas experiências vividas.

Chegando ao CMEI foram para o almoço, veio o soninho merecido após tantas andanças.

Ao acordar as experiências e aprendizagens foram cheias de caras e bocas ao experimentar a fruta do conde, carambola, frutas que não conheciam.

Quanto à jaca, elas precisaram esperar uma semana, estava verde.  Ao final da espera, se admiraram com o que havia dentro da casca, mas se decepcionaram em relação ao sabor. Faz parte, são as diferentes sensações e experiências que enriquecem esse cotidiano tão cheio de descobertas que encantam e marcam a vida dos nossos/as pequenos e pequenas.

Autor: Dr. Eraldo Kuster, CMEI | Fonte: Ivete Bussolo
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