Acolhimento das crianças e famílias e as transições.

    Publicado por:  Caroline Kupczki Krezko

 

A nossa vida é marcada por ritos de passagens. As transições. Essas mudanças causam certa crise.

O inicio do ano letivo inicia com as transições das professoras que mudam de sala, de colegas. Tem as professoras que chegam de outras unidades. As mudanças desestabilizam e as professoras têm que reprogramar a rotina, a forma de fazer, ainda tem as crianças e famílias que chegam. Junto vêm as culturas, os temperamentos, os jeitos, os valores...

O início das professoras antes das crianças, a reunião pedagógico-administrativa, os estudos pedagógicos, o planejamento, a organização dos espaços são situações essenciais para o acolhimento das crianças, nas transições que elas vão realizar.

Sejam aquelas que já estavam frequentando o CMEI e estão mudando de turma, de professora; ainda que sempre que possível, uma professora de referência do ano anterior siga com a turma e também os amigos, mesmo assim acontecem mudança.

A rotina é outra, após um bom período em casa. São situações que causam certo desconforto e insegurança a criança e as famílias.

As crianças novas, o desafio é maior, a transição é de casa para o CMEI, a primeira vez que a criança vai estar em um ambiente coletivo sem a presença e a mediação da família.

Atender aos novos contextos exigem investimento profissional, planejamento, que começa com a SEP. O acolhimento é fundamental na transição. Começa com o acolhimento das professoras e depois se estende as crianças e famílias. Começam pela equipe não porque as crianças e famílias são menos importantes, muito pelo contrário, mas porque as professoras chegam antes.

Bem importante buscar significados, quando as coisas fazem sentido; quando há uma memória afetiva, tudo se torna mais fácil.

Pensando na criança que mudou de sala, as professoras que estavam com as crianças no ano anterior, reuniram-se com as professoras das crianças deste ano. Essa transição gerou crise nas professoras, elas precisaram despegar dos cadernos de registro das crianças, nele elas, além de colocar o que foi significativo as crianças, colocaram os seus sentimentos, que marcaram a vida delas também.

Os portfólios, os cadernos provocaram nostalgia de momentos de experiências importantes. Os grupos trocaram conversas sobre o que havia sido realizado no ano anterior, que foi significativo as crianças e assim dar continuidade no processo. Falaram sobre especificidades de cada criança, seus gostos, características para acolher bem a criança e já planejando ações nesse processo inacabado da vida humana.

As professoras selecionaram do caderno de registros e dos portfólios imagens significativas das crianças e tiraram cópias e colocaram nas paredes para organizar o ambiente de acolhida das crianças.

Quanto às crianças novas, elas pegaram as pastas de matrículas das crianças para colher o máximo de informações que a família trouxe sobre a criança.

Assim, foi pensado, planejado cada detalhe do acolhimento dos/as pequenos e pequenas, para que cheguem bem e logo se sintam seguros e felizes.

Autor: Dr. Eraldo Kuster, CMEI | Fonte: Ivete Bussolo
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Organização do espaço acolhedor
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