A Semana Mundial do Brincar foi levada a sério no CMEI Dr. Eraldo Kuster!

    Publicado por:  Caroline Kupczki Krezko

 

Diz a Declaração Universal dos Direitos da Criança, já em 1959 e referendada pela Convenção dos Direitos da Criança “Toda criança tem o direito a brincar e a divertir-se, cabendo a sociedade e as autoridades públicas garantirem a ela o exercício pleno desse direito”; o Núcleo da Aliança pela infância coloca o dia mundial do brincar, como um “chamado para pensarmos que toda criança tem o direito a uma infância digna encantada pelo brincar”.

Diz o escritor e educador Daniel Munduruku, a criança é integrada a natureza, o material didático da criança é a natureza e tudo que está integrado a sua volta. E poderíamos acrescentar o brinquedo e a brincadeira. Defende D. Munduruku, a criança que não brinca não cresce equilibrada. Ela não tem que ser um adulto em miniatura. Continua, ele, a criança é só criança, ela não pode ter preocupações de adulto, A criança precisa viver plenamente a sua infância para ser um adulto pleno, um velho sábio.

Daniel, com humildade, enfatiza que cada povo tem seu jeito de educar a sua criança. No entanto, ha de se admitir que os povos indígenas ao fazer uso, do que Munduruku, chama de patrimônio imaterial, que é a utilização da cultura a seu favor e voltada à natureza, estão bem mais próximos de contemplar a natureza humana, em suas fases da vida.

A brincadeira é inerente a criança e está presente em seu corpo e sua alma. Tudo ela transforma em brincadeira; até mesmo, se lhe for submetido, situações que não sejam de sua natureza e que não está preparada para exercer.  Caso lhe seja dado um trabalho, ela vai brincar; uma atividade desenho, uma tentativa de escrita, ficar quieta, comer; o ato de ir ao banheiro, em tudo estará presente a brincadeira. É a cultura da criança, é seu jeito de ser. Tirar da criança a brincadeira, é tirar a sua natureza, sua identidade. Para não brincar, ela necessita fazer um esforço sub humano. Ou se algo estiver muito errado em sua vida.

O CMEI Dr. Eraldo Kuster, muito embora, tenha em suas propostas a ludicidade no cotidianos das crianças, organizou uma Semana com uma programação diferenciada.  Este ano o tema da Semana Nacional do Brincar foi “Vem brincar de corpo e alma”. Brincar livremente, em contato com a natureza, brincar com o corpo, com a natureza, com o que ela tocar e se encantar.

No brincar foram envolvidos todos os profissionais da unidade, professores equipe da empresas terceirizadas, que além de seu trabalho fundamental na garantia do ambiente higienizado e da alimentação qualificada da criança, entraram no universo da brincadeira.

As famílias fora incluídas.  Os avós vieram brincar com os netos.  Nesse caso, não sabemos quais foram mais beneficiados, se os netos ou os avós. Ambas as almas têm a capacidade de transformar o ambiente em puro encanto.

Noutro dia, foram à vez do pai, da mãe, tios, irmãos que vieram no início da manhã, final da tarde brincar com os filhos. E as crianças brincaram, poetizaram sobre o significado do brincar, demonstrando que muito embora, já nos tornamos espertes sobre a cultura da criança, quem entende de fato de brincadeira, são as crianças e nós precisamos entrar em seu universo o tempo todo, para escutar, observar os seus sinais e, aprender com quem entende; com as crianças é claro, em matéria de brincar, elas são doutoras!

 

SEGUE AS PROPOSTAS PLANEJADAS,

Ah, as atividades não aconteceram exatamente conforme planejadas, ainda bem, com crianças, o imprevisível acontece:

21/05/18 – Brincadeiras com brinquedos diferenciados em espaços diferenciados (Fantasia, brincadeiras com luz e sombra, brincadeiras no espelho, com cordas)

22/05/18 – Brincadeiras com elementos da Natureza (gravetos, madeira, pedras, areia, terra, água, folhas)

23/05/18 – Brincadeiras cantadas e de roda

24/05/18 – Brincar com os avós (avós vêm ensinar brincadeiras para as crianças)

25/05/18 – Brincar com os pais (organização do espaço do brincar)

28/05/18 – Vídeo do Brincar com fotos e filmagens da semana anterior e Hall e corredor com interferências.

 

Autor: Dr. Eraldo Kuster, CMEI | Fonte: Ivete Bussolo
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