A COMUNIDADE CMEI DR. ERALDO KUSTER

    Publicado por:  Caroline Kupczki Krezko

 

PAROU OLHOU E GOSTOU DO QUE VIU

Neste sábado dia 06 de novembro, foi dia dos Centros de Educação Infantil, chamar a comunidade educativa para juntos olhar o percurso, as ações realizadas no CMEI e então analisar, conversar, discutir os processos; num dialogo maduro e assim constatar os caminhos estão dentro do que é esperado; sonhado; o que está consolidado; parcialmente consolidado, ou não está acontecendo e precisa ser revisto para avançar.

A participação das famílias no CMEI Dr. Eraldo Kuster, é uma característica apaixonante, com significados que marcam a vida da criança e a vida da família e as nossas também. As crianças têm essa capacidade de unir; externando a cumplicidade que existe entre elas e seus familiares, entre elas e as professoras e a cumplicidade que há entre as famílias e professoras, nessa responsabilidade tão boa e desejosa de promover todas as condições que a criança necessidade para viver plenamente sua infância.

O olhar amoroso da criança para a família e para as professoras, que são respondidos como o mesmo amor de quem é olhado/a e impactam, eternizam esses momentos. São as marcas que caminham conosco.

Os ambientes foram organizados, evidenciando a estética do cotidiano das crianças, os registros da documentação construídas pelas professoras revelando o percurso das crianças, as tantas experiências vívidas sentidas; aprendizagens de dentro de casa no período Remoto, tendo as famílias como mediadoras e dentro do CMEI, tendo as professoras, os colegas, os materiais e tudo que compõe o ambiente e são  elementos de um fazer pedagógico que considera, os contextos culturais, a academia, a comunidade, a Cidade Educadora...

A Avaliação dos Parâmetros e Indicadores de Qualidade da Educação Infantil (PIQ), neste tempo em que estamos no processo da reescrita do Projeto Político Pedagógico (PPP); com olhar para a Gestão Democrática, nos mostrando a direção a seguir; sendo fundamental a participação das famílias e das crianças.

A concepção de Infância e Criança, precisa estar presente, não só aquelas que são frutos da pesquisas, estudos e sim também, a da experiência vivida, sentida, trazida dos contextos, culturas, olhar da criança e da família.

 

Neste caminho foi enviado para casa a proposta para a família e a criança juntos expressarem de forma criativa, qual é a concepção, que elas têm de crianças.

“Ser criança é” ...

E eles trouxeram junto os registros e após as discussões do PIQ e apresentado, um pouco do percurso das crianças no CMEI, o que acontece nesse cotidiano; elas receberam uma nova proposta, de expressar, os sonhos, o que a família e as crianças gostariam que tivesse no CMEI.

O CMEI poderia Ser/Ter...

A beleza que vieram nas propostas de casa e do CMEI... Pronto, não precisamos mais pensar no que colocar no PPP. As famílias e as crianças já expressaram tudo...

O grande estudioso Libânio, vem para validar o que acontece no CMEI. Ele diz que a escola, o CMEI é compreendido, como local social, cuja característica principal, é a reunião de pessoas com objetivos comuns.  

As famílias e a equipe do CMEI, têm como objetivos comuns, a qualidade das experiências, das aprendizagens construídas, vividas, sentidas nesse cotidiano.

Reunião que Libânio denomina como uma organização que interage entre si e que é validada quando cria vínculos, que considera os contextos locais, a cultura das famílias, das crianças.

Situações que só serão possíveis, na gestão democrática, quando se escuta as famílias e crianças, permitindo que seja desvelados os jeitos de ser, os anseios, as necessidades da comunidade educativa; Sendo fundamental a participação inteira dos diferentes segmentos da comunidade escolar; as famílias, professoras, funcionários, crianças, pedagoga, gestora; é o que diz, Libâneo (2004).

O CMEI Dr Eraldo Kuster não admite modelos prontos acabados; a educação e cuidados se constroem em meio as diferenças, divergências, ideais, olhares, posturas; um cotidiano que se afirma, nos impasses, nos problemas; nas soluções, como diz Oliveira (2025), que são vivenciados a cada momento.

Eu Ivete, me sinto privilegiada de estar como gestora do CMEI Dr. Eraldo Kuster, de pertencer a esta comunidade, de saber das vidas das famílias, das crianças; conhecer e viver a cultura da comunidade local, de ouvir e enxergar onde as potencialidades, as vulnerabilidades e onde estão os sujeitos da história do CMEI Dr. Eraldo Kuster; desvelando os rumos, horizontes, a direção por onde seguir, sem perder jamais o espanto e o encanto das revelações...

 

Autor: Ivete Bussolo | Fonte: Ivete Bussolo
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