A Chegada das crianças no CMEI Dr. Eraldo Kuster foi assim ...

    Publicado por:  Caroline Kupczki Krezko

Com crianças chegando tranquilamente seguradas nas mãos pelos seus familiares, trazendo tudo que fosse significativo para sentir-se seguras. Um início bem planejado pela equipe do CMEI, com olhar sensível ao acolhimento.

O retorno para maioria das crianças aconteceu após um grande período de férias; a outras foi o inicio mesmo ao CMEI.  Sejam as crianças estão chegando, ou aquelas que já freqüentavam, ocorre uma transição, da rotina de casa a uma nova rotina no CMEI, de uma sala para outra, com novas professoras, colegas, ainda que na maioria das turmas uma professora de referencia acompanhou a turma. As crianças novas essa transição se torna mais difícil. Tudo é novo, o ambiente, as professoras, os colegas.

As professoras sensíveis as realidades, pensaram em cada detalhe para acolher as crianças e seus familiares.

Na SEP elas já começaram assistindo uma retrospectiva do ano de 2018. Desta forma lembraram as ações realizadas, observando as crianças, o que foi significativo na perspectiva de continuidade e de acolhimento.  Após um breve bate papo sobre o que assistiram, elas realizaram a leitura do texto Projeto Zero (...). Reggio Emilia, Documento e Avaliação, qual a relação? (Carla Rianldi).

Assim apaixonadas, ao lembrar-se do que realizaram e pelo texto que ajudaram a entrar aos contextos, elas pegaram os cadernos de registros das turmas do ano passado e transferiram para as professoras que iriam acompanhar essas turmas nesse ano. Tudo bem que causou uma pequena crise nas professoras, ao ter que abrir mão de seus cadernos, mas elas sabiam que era necessário tendo em vista o propósito de continuidade. Aproveitaram esses caderno tirando cópias de registros significativos das crianças e expuseram de forma interativas, no hall de entrada, no corredor do CMEI, nas salas para acolher as crianças, que ao chegarem, já se identificaram com as imagens e pararam para olhar, interagir e mostrar a família, que nesse primeiro dia foi convidada há permanecer um pouco mais com a criança no CMEI participando de parte da rotina. Acompanharam algumas atividades de rotina, o café, leitura de história, roda de conversa, brincadeiras nos ambientes organizados de forma aconchegante e convidativo possibilitando a interação com os espaços e propostas.

A manhã, o dia seguiu na mais completa ordem, algumas crianças até chegaram um pouco desconfiadas, inseguras, outras cheias de disposição para explorar; conheceram, os colegas, as professoras, conversaram informalmente e depois livremente circularam os espaços com a família que de acordo com a agenda, possibilidade foram ficando e ficando. A ninguém foi dito fique mais, ou é hora de ir embora. As crianças matriculas novas após decisão delas, ou das famílias foram juntas para casa, nesse primeiro dia. E, no dia seguinte, ao serem deixadas, sentiram-se mais seguras, porque naquele lugar seus familiares estiveram com elas, e se agora estão deixando-as, significa que o ambiente é seguro.

Às crianças que já freqüentavam, após esses momentos valorosos, os familiares despediram-se tranquilamente e foram embora.  As crianças passaram o resto do dia super bem, mesmo com as mudanças que tiveram.

O dia foi assim e os outros dias seguiram-se assim, porque houve o olhar para o acolhimento afetivo, o sentimento de pertença, de identificação com o ambiente, com as pessoas. O começo de tudo faz toda diferença, seja a adultos ou crianças. Tudo que é novo causa crise, insegurança, o equilíbrio vem na harmonia do acolhimento.

Autor: Dr. Eraldo Kuster, CMEI | Fonte: Ivete Bussolo
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Chegada das crianças
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