2º encontro - Fórum de Formadores da SME Aprendizagem Criativa

    Publicado por:  Cristiani Kufky Klais

Nesta terça-feira (01/06) aconteceu 2º encontro do Fórum de Formadores da SME - Aprendizagem Criativa. 
A Gerente de Inovação Pedagógica, Silmara Campese Cezário, fez a abertura da formação apresentando os participantes. Para dar início ao momento de formação, Estela Endlich, Gerente do Departamento de Desenvolvimento Profissional realizou a leitura do seguinte trecho, do livro Jardim de Infância para a vida toda de Mitchel Resnic

“Em janeiro de 2009, em um grande anfiteatro do campus do MIT, assisti à tomada de posse e  Barack Obama como o 44º presidente dos Estados Unidos. O lugar estava lotado, com mais de  500 pessoas, e um vídeo do discurso inaugural de Obama foi projetado em duas grandes telas  na sala. Como o público era formado por cientistas e engenheiros do MIT, não é surpreendente  que a reação mais intensa tenha ocorrido quando Obama declarou: “Vamos devolver a ciência ao seu devido lugar”. O anfiteatro foi preenchido por aplausos. 
Mas não foi essa frase do discurso inaugural que chamou minha atenção. Para mim, o momento  mais memorável foi quando Obama disse: “Foram as pessoas que arriscam, que fazem, que  criam coisas ? algumas reconhecidas, mas normalmente homens e mulheres cujo trabalho é  invisível ? que têm nos carregado no longo e tortuoso caminho rumo à prosperidade e à  liberdade”. 
Pessoas que arriscam. Que fazem. Que criam coisas. Elas são os estudantes X, os pensadores  criativos. Elas foram a força motriz das mudanças econômica, tecnológica, política e cultural ao  longo da história. Hoje, todos precisam arriscar, fazer e criar coisas; não necessariamente para  mudar o rumo da história, mas suas próprias vidas.” 

Estela destaca a importância do arriscar, fazer e criar. E faz o seguinte questionamento em relação a criatividade:
- Onde queremos chegar?
A resposta é, em um bem para todos. 

No momento experiência da SME, foi apresentado um vídeo do Projeto Quintanet, da professora Cinthia Carvalho, da Escola Municipal Campo Mourão que ressaltou a utilização da tecnologia em sala de aula de forma lúdica e significativa. A professora enfatizou sobre a sua paixão pelo projeto e pela satisfação em trabalhar despertando nos estudantes a criatividade.

No momento com a Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa – RBAC, teve a participação Elaine Silva Rocha Sobreira e João Adriano Freitas, onde partiram dos seguintes questionamentos: 
- O que você sabe fazer muito bem?  
- Que causa você quer iluminar? 

Levaram os participantes a aguçar a criatividade, apresentando a ferramenta do Scratch e como podemos utilizá-lo para o desenvolvimento de um projeto, compartilhando e interagindo com os conhecimentos. 
Elaine e João conversaram sobre várias iniciativas e causas que os estudantes abraçaram em diferentes contextos e retomaram a utilização dos P’s da aprendizagem criativa e sua espiral. Destacaram que para a realização de um projeto fato significativo é necessário dar voz ao estudante.  Enfatizaram A CASA DA APRENDIZAGEM CRIATIVA, dizendo que todo projeto deve começar no piso baixo, incluindo todos os estudantes. Que esse espaço é aberto a exploração, não oferecendo um caminho único, que os estudantes possam traçar o seu caminho de diferentes maneiras. E aqueles que conseguem ir além, podem chegar ao teto alto.

“Ao desenhar novas ferramentas, tentamos proporcionar as crianças maneiras fáceis de começar (pisos baixos), mas também oportunidades para trabalhar em projetos cuja a complexidade aumenta ao longo tempo (tetos altos).”

                                          Trecho, do livro Jardim de Infância para a vida toda de Mitchel Resnic 

Ressaltaram a relação do Scrath com o P de projetos, para a ampliação do conhecimento, envolve interesse, desenvolve desafios e proporciona a construção colaborativa.

Para validar o trabalho com projetos, Silmara Campese trouxe o pensamento de Paulo Freire e Ruben Alves.   

Estela Endlich, fez algumas considerações sobre a formação e ressaltou que o “aham” da noite foi a relação teoria e prática. Questionou: Quem são os nossos alunos? Como podemos usar o P de projeto em nossa prática? Como levar a aprendizagem criativa como formador? Segundo ela para inquietar o nosso pensamento como formadores. 

Marilia Costa Jordão e Fabiane Isidoro da Gerencia de Inovação Pedagógica finalizaram a formação apresentando alguns diários de bordo que foram realizados por participantes e falaram sobre o Padlet (um mural vivo que pode ser alimentado pelos participantes com considerações, sugestões, referenciais teóricos e as atividades mão na massa).

Mais uma vez, a formação teve momentos agradáveis de muito aprendizado e novas ideias para contribuir com a prática em sala de aula, utilizando a aprendizagem criativa em seu contexto.
 

Autor: Hemanuelli C.Santos e Cristiani Klais | Fonte: NRE CIC
00299061.jpg
Fórum de Formadores Aprendizagem Criativa
1/11