Educação Ambiental

VÍDEO DE APRESENTAÇÃO DO PROJETO JARDINS DE MEL

 

O projeto Jardins de Mel, iniciativa da Secretaria Municipal do Meio Ambiente em parceria com o Programa Linhas do Conhecimento, tem como objetivo a divulgação das abelhas nativas sem ferrão, responsáveis pela polinização de cerca de 90% das plantas brasileiras. Já começaram a ser distribuídos em áreas verdes do município de Curitiba, como o o Parque Barigui, Bosque Reinhard Maack, Jardim Botânico, Casa de Acantonamento (do Zoológico de Curitiba) e Museu de História Natural Capão da Imbuia.

As cinco espécies utilizadas são: de guaraipo (Melipona bicolor), manduri (Melípona marginata), mandaçaia (Melipona quadrifasciata), jataí (Tetragonisca angustula) e mirim (Plebeia sp).

As abelhas estarão em caixas racionais de criação, colocadas dentro de um revestimento, visando uma maior proteção e bem-estar dos insetos.

As atividades desenvolvidas pelo projeto ressaltam a sensibilização sobre a importância e os benefícios dos serviços ecossistêmicos de regulação e equilíbrio do planeta prestados pelas abelhas nativas.

Ainda serão ofertados cursos de capacitação para Guardiões das Abelhas sem Ferrão, o que vai contribuir para manter a cultura que vem desde os povos indígenas.

 

Biodiversidade

Há mais de 20 mil espécies de abelhas espalhadas pelo mundo. A maioria delas tem comportamento solitário, mas dentro deste universo existem as abelhas sociais nativas sem ferrão. Entre elas, são aproximadamente 420 espécies no mundo, 300 no Brasil.

As abelhas nativas sem ferrão vivem em ninhos, organizados com três castas - a rainha, as operárias e os zangões. Seus ninhos podem ser encontrados nos ocos de troncos de árvores, no chão e em muros. Elas alimentam-se de néctar e pólen, enquanto fazem a polinização; e armazenam o alimento em potes de cera, mel e pólen. São responsáveis pela existência da maioria das espécies vegetais, incluindo os alimentos.

 

Jardins Melíferas

Para ajudar as abelhas nativas, é preciso plantar árvores nativas melíferas, frutíferas, hortas sem veneno e flores. Também é necessário manter os rios limpos para que as as abelhas sobrevivam e repovoem a cidade, trazendo ainda mais vida aos bosques.

Diversos conceitos a respeito do desequilíbrio ecológico despertam a preocupação com o meio ambiente e exigem, tanto da sociedade civil quanto acadêmica, estudos, observações e consenso para o melhor convívio geral.

A sociedade humana vive em interdependência com o meio ambiente. No entanto, há estudos que apontam a extinção gradual das abelhas nativas, importantes para a continuidade cíclica de grande parte da flora.

A Constituição Federal em seu Art. 225, define como um direito fundamental, o meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Com base nisso, propõe-se a ideia de utilidade pública dos Jardins Melíferas.

É preciso cuidar enquanto há tempo. Os Jardins de Mel fazem parte do grande tesouro brasileiro que é a biodiversidade. As abelhas são o fundamentais para a perpetuação das espécies vegetais e os humanos têm muito a aprender com a sua organização e cooperação.

Remover enxame de um local seguro nidificado naturalmente, sem a real necessidade é colocar o enxame em risco e crime ambiental. Remoção é Crime lei nº 9605 de 1998.

(FONTE: http://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/jardins-de-mel/2944)